Turismo: Operadores capacitados para gerir investimentos




Os Operadores turísticos das províncias da Zambézia, Nampula, Cabo Delgado e Niassa serão capacitados em matérias que lhes permitam ter facilidades no acesso e gestão de fundos para investir no melhoramento dos seus estabelecimentos, transformando a região norte num destino turístico de referência.
Este é um dos objectivos do projecto Arco-Norte, uma iniciativa do Governo, através do Ministério do Turismo, cuja implementação inicia ainda este ano, depois de ter sido concluída com sucesso a fase conceptual e de planificação do projecto.
Pretende-se também com esta iniciativa atrair mais investimentos que possam contribuir para o bem-estar das comunidades onde será implementado o projecto, segundo Fernando Sumbana, Ministro do Turismo, que falava ontem em Maputo na 3ª reunião com os parceiros de cooperação.
Explicou que o projecto tem uma componente de plano e desenho conceptual do uso da terra, estabelecendo uma estratégia de boas práticas e ferramenta de investimento e posicionamento no mercado que permitirá ao Governo transformar o Turismo num produto de exportação fundamental.
Para além da criação de atractivos turísticos, prevê-se que o “Arco-Norte” permita a criação de cerca de 141 mil novos postos de emprego durante um período de dez anos, a contar do início da execução desta iniciativa.
“O Arco-Norte será implementado em parceria com o projecto Âncora, de investimento de turismo, que vão permitir a injecção directa de cerca de 1,1 bilião de dólares norte-americanos para os cofres do Estado”, disse Sumbana, para quem já está na fase conclusiva o processo de concessionamento e de parcerias em três locais de ecoturismo na Reserva Especial do Maputo, nomeadamente nas Pontas Dobela, Milibagalala e Chemucane.
Em Cabo Delgado, o “Arco-Norte” abrange a cidade de Pemba, com três estâncias turísticas de alto nível, Ilha de Ibo, conservação do centro histórico e encorajamento de um novo desenvolvimento de casas e ruínas. Já em Nampula pretende-se incluir uma parte da costa de Lumbo à Sancol, na Ilha de Moçambique.
Para a província do Niassa o projecto prevê o uso da área marginal do Lago Niassa para a construção de infra-estruturas.
Em relação à reunião com os parceiros, Sumbana disse que a ideia era estabelecer uma plataforma de diálogo e de partilha de informação sobre o desenvolvimento do sector do Turismo e de outros projectos que contam com a assistência deste grupo.
Pretendia-se igualmente constituir um grupo de trabalho dos parceiros de cooperação do ramo turístico que deverá apoiar na identificação de propostas e iniciativas novas para o apoio ao sector.
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