Novos hotéis nascem em cinco distritos de Manica




Cincos novos estabelecimentos hoteleiros estão em construção em igual número de distritos da província de Manica, nomeadamente Machaze e Mossurize, na zona sul, e Guro, Báruè e Macossa, no norte da província. Com esses estabelecimentos, Manica passará a dispor de 60 unidades hoteleiras. Neste momento, de acordo com o director provincial do Turismo de Manica, António Dinis, aquela província dispõe de 55 estabelecimentos hoteleiros, todos localizados no chamado “Corredor da Beira” englobando 791 quartos e 1240 camas.
Entre os novos estabelecimentos hoteleiros em construção destaca-se o Hotel Lubbe, de três estrelas, pertencente a um empresário moçambicano da área de construções radicado na África do Sul. As obras deste empreendimento, cujo montante não foi revelado, estão em fase bastante adiantada na vila de Chitobe, sede distrital de Machaze.
O director provincial do Turismo de Manica, António Dinis, que revelou o facto ao “Notícias”, disse que, o surgimento daqueles estabelecimentos hoteleiros, os primeiros a nascerem fora do “Corredor da Beira” há indícios de que o turismo na província está em franco crescimento.
Falando no decorrer da cerimónia de inauguração do acampamento turístico denominado Ndzou Camp, erguido na região de Muribane, integrante da reserva transfronteiriça de Chimanimani, no distrito de Sussundenga, António Dinis disse que, com aquelas iniciativas, a maior parte dos distritos da província passará a ter condições condignas de alojamento, restauração e bebidas para o crescente número de turistas que demandam a província.
Neste momento, segundo António Dinis, maior parte dos hotéis estão concentrados na cidade de Chimoio e nos distritos de Manica, Gondola e Báruè. As outras sete sedes distritais ainda não dispõem de estabelecimentos formais de alojamento, estando os hóspedes a recorerr aos chamados quiosques com serviços de alojamento.
Ndzou Camp, ora inaugurado numa cerimónia dirigida por António Dinis e inserida nas comemorações do Dia Mundial do Turismo, comporta seis rondáveis, com um total 18 camas, para além de duas tendas para acolher eventos.
Apesar do surgimento de novas estâncias turísticas, o director provincial do Turismo de Manica reconheceu serem insuficientes os estabelecimentos existentes, apelando para a necessidade de mais investimentos no sector do Turismo.
Ndzou Camp é uma estância turística comunitária pertencente à Fundação MICAIA, que tem disponíveis mais de 345 mil dólares norte-americanos para financiar um projecto de turismo comunitário que está a ser desenvolvido na reserva florestal de Muribane.
Recentemente, por ocasião do lançamento da Semana do Turismo, a governadora de Manica manifestou a sua preocupação face à exiguidade de infra-estruturas turísticas e reconheceu que apesar das suas potencialidades o turismo na província continua adormecido.
A falta de planos estratégico e operacional e de divulgação das potencialidades turísticas, foi apontada por Ana Comoane como sendo uma das múltiplas causas que estão por detrás do fraco desempenho do turismo na província.
Comoane defendeu que Manica tem todas as condições e potencialidades para o desenvolvimento do turismo, para atracção do investimento neste sector e dos próprios turistas, porém, a falta de divulgação, marketing, guias turísticos, infra-estruturas e sobretudo, de um plano estratégico e operacional do turismo na província não permite o aproveitamento e exploração integral do potencial existente.
Para além do parque hoteleiro, Manica possui importantes atractivos turísticos, destacando-se a reserva transfronteiriça de Chimaninami, os montes Binga, Zembe, Cabeça do Velho, a fortaleza de Massangano, o Planalto da Serra-Chôa, as coutadas de Macossa, a Albufeira de Chicamba, as culturas rupestres de Manica, Sussundenga e Guro, a reserva florestal de Muribane e as cascatas de Penhalonga e Chimaninani.
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