Erosão costeira ofusca turismo em Vilankulo




A destruição da marginal da vila autárquica de Vilankulo, devido aos efeitos combinados da erosão e ciclones, retrai o investimento turístico na costa daquela região da província de Inhambane.
A degradação da rua da marginal danificada pelo ciclone Eline em 2003 e quatro anos depois pelo ciclone Favio, afastou definitivamente não só a construção de estâncias turísticas aprovadas para aquela região tida como espelho de turismo em Vilankulo, mas também reduziu drasticamente o número de turistas que escolhiam aquele local para contemplar a beleza da natureza.
O presidente do Conselho Municipal de Vilankulo, Suleimane Amugi disse que a recuperação da marginal, um dos principais pontos de atracção turística, ultrapassa as capacidades localmente disponíveis, necessitando da intervenção de outras instâncias.
Suleimane explica que há promessas de restauração das infra-estruturas turísticas, incluindo a marginal, o ponto estratégico para o chamariz de turistas nacionais e estrangeiros e não só, como também para os próprios locais que precisam daquele sítio para refrescar em período de temperaturas altas.
“O Banco Mundial comunicou-nos a disponibilização de cinco milhões de dólares para a recuperação da marginal, mas até hoje ainda não recebemos, estamos à espera”, diss Suleimane Amuge, para quem os órgãos centrais poderão canalizar o valor a qualquer momento.
Debruçando-se das necessidades para pôr a rua da marginal transitável bem como para realizar outras obras para estancar a progressão da erosão costeira que ameaça engolir a vila de Vilankulo, Suleimane disse que já foi elaborado o projecto de impacto ambiental para a reabilitação da marginal.
“Estamos em coordenação com o Ministério de Turismo na mobilização de recursos financeiros para esta gigantesca obra. Quando tivermos o projecto definitivo, poderemos lançar o concurso da obra, mas obviamente depois de assegurar fundos para o efeito”, explica o presidente do Conselho Municipal de Vilankulo.
A marginal da costa da vila de Vilankulo, além de proporcionar condições propícias para os admiradores contemplarem o que a natureza oferece, estão implantadas casas de praia concorridas pelos turistas nacionais e estrangeiros para um descanso merecido. Também, estão lá implantadas algumas estâncias turísticas e casas de pasto, que pelo avanço progressivo da erosão, correm perigo.
O mau estado da rua impossibilita o acesso, quer para as casas de pasto, para as estâncias turísticas, bem como às casas de férias, além da normal circulação de pessoas e bens. Os pescadores que depois das suas actividades precisam de escoar o produto da pesca, encontram muitas dificuldades de colocar rapidamente o seu produto no continente, porque não há acesso de carro para toda a largura da costa.
O presidente do Conselho Municipal, Suleimane Amuge, disse que a situação tira sono as autoridades locais, que têm estado em contacto com o Governo central, mais concretamente o Ministério do Turismo, para saber se os fundos prometidos pelo Banco Mundial no valor de cinco milhões de dólares, já foram disponibilizados ou não.
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