Conferência do Turismo em Pemba




O Governo está à procura de investimento para projectos de desenvolvimento das regiões que já seleccionou e declarou zonas de interesse turístico no nosso pais, no quadro da implementação da sua política do turismo, a partir da qual desenhou um plano estratégico para o desenvolvimento do sector em Moçambique, que fixa as prioridades específicas, tendo como base os programas Âncora e Arco Norte. São nove as zonas de interesse turístico, na óptica do executivo moçambicano, oito das quais localizadas nas províncias nortenhas de Cabo Delgado, Nampula e Niassa.
Eis a razão porque está a decorrer a conferência de investimento da área do turismo, que encerra hoje, em Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, aberta pelo ministro do pelouro, Fernando Sumbana Jr, que justifica a escolha e selecção com o facto de os programas, Âncora e Arco-Norte se desenvolverem em zonas com alto potencial em termos de recursos naturais e histórico-culturais capazes de originar correntes de turistas nacionais e estrangeiros e cuja dinâmica económica poderá assentar no desenvolvimento do sector do turismo como actividade principal.
Estamos a falar da cidade de Pemba, já considerada de terceira maior baía do mundo, dada a extensão e profundidade das suas águas, depois da brasileira Guanabara e a australiana Sidney, mas também pertencente ao clube das 31 mais belas baias do mundo. Na presente acepção esta cidade é dividida pela parte velha, a zona do porto, a marginal e a praia do Wimbe. Na costa Leste, encontram-se os bairros de Chiwiba e Murrébuè.
Em Nampula, as zonas de interesse turístico localizam-se em Lumbo, Ilha de Moçambique e Sancul, distrito de Mossuril, enquanto que em Niassa, foi elegível a cidade de Lichinga e Chuanga, uma praia do Lado Niassa, em Metangula, sede do distrito de Lago. A única zona de interesse turístico localizada fora dos limites geográficos do Norte de Moçambique é Nhassoro, distrito de Inhambane.
”Queremos com esta via convidar empresários nacionais e estrangeiros a investirem nas zonas de interesse turístico e outras do nosso país, pois o nosso Governo reconhece que o empresário é peça fundamental para responder de forma firme e imediata aos desafios do turismo neste nosso belo Moçambique” disse Fernando Sumbana, reconhecendo que a selecção e declaração daquelas zonas, por si só não são razão suficiente para afirmar que o desenvolvimento do sector está garantido.
Por seu turno, o Alto Comissário da África do Sul, no nosso país, Dikgang Moopeloa, cuja embaixada co-organiza esta conferência, reiterou o comprometimento do seu país no desenvolvimento do Turismo em Moçambique, que o enquadra não apenas para satisfação dos interesses nacionais dos dois países vizinhos, mas também da região autral-africana, ajustado aos objectivos da satisfação dos seus povos no âmbito da SADC.
Participam na Conferência, igualmente, o embaixador do Reino da Espanha, em Moçambique, Eduardo Lopez Busquets, representantes dos governos provinciais de Niassa e Nampula e directores ou PCAs de empresas ligadas de alguma forma ao desenvolvimento do turismo.
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