Quinta, 24 Maio 2012 English Chinese (Simplified) Finnish French German Italian Portuguese Russian Spanish Login

Legislação Moçambicana & Documentos

Pesquisar neste portal

Login

 
• Esqueceu Password - Nome de utilizadorCriar nova conta

sales@euroasiatrucks.com

Japanese Car Exporter

Home Opinião Blogs e sites moçambicanos Governo reage à revolta popular

Governo reage à revolta popular

PDFVersão para impressãoEnviar por E-mail

<a href="http://4.bp.blogspot.com/_r8JQKntVPhA/TISihTeENhI/AAAAAAAAA94/CVB0K-BR1k0/s1600/antoniofernando.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float:
left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;">image O ministro da Indústria e Comércio, António Fernando, explica que neste momento a grande preocupação do governo é restabelecer a rede comercial a nível dos pontos afectados pelas manifestações. Assim sendo, a responsabilização pelos danos fica para a posterior

Quais são os prejuízos causados pelas manifestações de 1 e 2 de Setembro corrente na área de indústria e comércio?
Relativamente ao impacto, um comunicado do Conselho de Ministros fez menção, mas vou destacar os que se referem à Indústria e Comércio e aos serviços: 13 autocarros dos TPM foram vandalizados. Se assumirmos que um autocarro transporta 100 passageiros, os 13 transportam 1 300 passageiros por viagem. Como os TPM fazem 18 viagens por dia, notámos que 23 400 passageiros ficaram privados de utilizar o transporte mais barato e subsidiado, para utilizar o mais caro, que é o privado. Em relação aos comboios, a paralisação constituiu um prejuízo de 500 mil dólares, o equivalente à compra de 5 autocarros para os TPM. Sabemos que houve vandalização de estabelecimentos comerciais e fábricas e o prejuízo é a perda de 4 mil postos de trabalho. Em Moçambique, um posto de trabalho alimenta 5 pessoas. Ora, 4 mil postos são 20 mil pessoas, cuja vida não melhorou porque os seus tutores passaram a ter mais dificuldades.
Na FACIM, este ano, tivemos o pico de participação, com 488 expositores nacionais, 14 países e 31 empresas estrangeiras. Como sabe, a FACIM tem o objectivo de atrair o investimento. Perdemos a oportunidade de atrair esses investimentos que iam gerar mais empregos e mais renda. Por outro lado, uma dependência bancária no Chamanculo foi vandalizada.isto quer dizer que os moradores daquele bairro e os que tinham as contas lá, vão passar a deslocar-se a outras dependências, gastando tempo e transporte. E não só, as outras dependências bancárias passam a ser mais pressionadas.
Em relação à vandalização dos estabelecimentos comerciais do Chamanculo e em outros bairros, as pessoas vão passar a comprar em outros locais mais distantes. Para além das mortes e dos feridos, aquilo que começou como uma acção para reivindicar o custo de vida, na verdade veio complicar mais as coisas.

De quem será a responsabilidade desses estragos. Ou seja, quem vai ressarcir os comerciantes que viram as suas instalações vandalizadas?

A nossa preocupação no momento é restabelecer o comércio nas suas diversas vertentes, na cidade e província de Maputo. Repare que alguns produtos como o arroz e o trigo, as fábricas estão aqui em Maputo, então é preciso criar condições para que o abastecimento desses produtos volte ao ritmo normal. Naturalmente que a seu tempo o governo terá que ver como responsabilizar. Há leis no país, penso que nessa altura veremos o que ela diz para resolvermos a situação.

Estas manifestações acontecem durante a realização da FACIM. Até que ponto podem afectar a imagem do país perante os expositoresinternacionais?

A FACIM começou muito bem, inclusive, pela primeira vez, houve fogos de artifício na abertura. Toda a gente fez os melhores comentários sobre a FACIM, incluindo os expositores.
Reconhecemos que esta situação afectou a imagem do país. Mas temos o desafio de reconstruir esta imagem, não é um trabalho fácil. Para já, estendemos a FACIM até ao dia 7, para que haja mais gente e seja possível fazer mais negócio.
O país importa 98% do trigo que necessita. para não depender do mercado internacional, que tem tido muitas flutuações, em 2008 o governo lançou o projecto de redução dos custos de produção do pão combinando a farinha do trigo com a da mandioca. Passam dois anos, qual é a evolução desse projecto?
No caso do pão, existe um subsídio indirecto à farinha de trigo e ao pão, para a redução dos direitos aduaneiros e do IVA. Isto corresponde a um montante de 46 milhões de dólares por ano, que corresponderia a 10 escolas secundárias.
Em relação à farinha de trigo, o governo criou este programa para produzir mais alimentos. Neste contexto, estão a ser reabilitados os regadios (em Chókwè, Moamba) que permitem que se produza mais. Está haver mais produção de mandioca, para que seja colocada nas fábricas e depois nas padarias. Há padarias que já estão a produzir, mas ainda são poucas.

Como disse, passam dois anos, quanto tempo mais precisaremos para sentirmos o efeito directo desse projecto?

O efeito directo já existe, porque há padarias a produzirem o pão com base na mandioca.

Mas quanto tempo precisaremos para sair do défice, que é de mais de 400 mil toneladas?
De acordo com o plano de produção de alimentos, estão definidos 3 anos.

São três anos definidos e já passam dois. neste período que resta, será possível cumprir a meta?

Tenho esperança que sim. Todo o esforço está sendo feito nesse sentido, porque não interessa a ninguém que o preço do pão esteja alto. Além da farinha de trigo, temos défice na produção de cereais, como é caso do arroz, que até temos capacidade de produzir em quantidades suficientes para cobrir as necessidades internas. A verificar-se uma situação similar a do trigo no mercado internacional, estamos preparados para evitar subidas meteóricas de preços. Em Chókwè estão a ser realizados grandes investimentos, e a produção está a aumentar. Foram reabilitados 7 mil hectares, em breve serão reabilitados mais 7 mil. Em Maganja da Costa e em Mopeia também estão a ser realizados investimentos. Este esforço de reabilitar os regadios nestes pontos e aumentar a produção do arroz vai eliminar esses défices.

Há cinco anos e meio o próprio ministro liderou uma campanha que visava convencer os mukheristas a revenderem a produção nacional de hortículas, de modo a reduzir a dependência da África do Sul. No entanto, continuamos a importar mais de duas mil toneladas de hortículas por mês. O que é que falhou?

Não falhou nada. O que tem que acontecer é, cada vez mais, aumentar-se a disponibilidade destes produtos, porque os mukheristas importam porque não existe o suficiente no mercado nacional. Daí que a produção do “Made In Mozambique” vai aumentar. mas também temos que estimular o consumo. Para que os produtores tenham força para produzirem mais.

O agro-processamento é o grande “calcanhar de Aquiles” do país. O que foi ou está a ser feito para potenciar este sector?

Muito foi feito, comecemos, por exemplo, pela “Cozinha Moçambique”. Vimos que há muitos produtos que não sabemos consumir. Temos já várias indústrias no país, estamos a desenhar projectos que vamos colocar nas mãos dos investidores. Por exemplo, neste momento, concluímos um projecto de fritura da amêndoa da castanha de caju, porque vimos que como exportamos em bruto perdemos anualmente 20 milhões de dólares. Fizemos o projecto, está disponível. Estamos a desenhar, com os brasileiros, o projecto de uma fábrica de sumos e associado a isso, uma fábrica de embalagens.

Fonte: O País online - 06.09.2010

Economia & Negócios

Recursos moçambicanos atraem empresas britânicas
“A interacção com empresários brit...
EUA lideram investimento estrangeiro em Moçambique
África do Sul, Maurícias e Portugal ...

Actualidade Nacional

Código de ética veda conflito de interesses
A Asembleia da República aprovou ontem...
“Giovanna” dissipa-se mas alerta mantém-se
O Ciclone “Giovanna”, que se encont...

Desporto

Mart Nooij afastado dos "Mambas"
  O TÉCNICO holandês Mart Nooij foi ...

Africa

UA reconhece CNT como Governo líbio
  A UNIÃO Africana (UA) reconheceu on...