Escrito por ZOL Domingo, 07 Março 2010 08:04
É habitual afirmar-se que uma imagem vale mais do que mil palavras. Isto em gíria, em calão, em jargão das redacções. A frase, em si própria, pode permitir várias leituras, várias interpretações. Se não mais, pelo menos duas. Uma, a primeira, será a da prevalência ou da superioridade dos profissionais da imagem sobre os seus colegas da escrita. Seja que os fotógrafos, ou os fotojornalistas como passarem a ser chamados com o avançar dos tempos, reclamam para si completa autonomia. Completa independência, em termos de comunicação. A outra, a segunda interpretação, será de que, de facto, há imagens que não necessitam de uma única palavra para serem entendidas. De tal forma são claras. De tal forma transmitem, por si só, uma realidade. Impossível de negar. Impossível de escamotear. É nesta linha de pensamento que se pode enquadrar a imagem publicada na página 2 deste semanário (Edição de 28 de Fevereiro passado). Para quem possa não estar recordado, trata-se da imagem de imã viatura de caixa aberta carregada de sacos de carvão. Entre outras diversas mercadorias. Carga, essa, que excede, em muito, os limites dos taipais da mesma. Mas que, em rigor, é igual a muitas outras que circulam por diferentes estradas do país. E que, sem necessidade de qualquer inspecção técnica, se pode afirmar não reunirem as condições mais elementares de segurança para circularem em vias públicas.