Escrito por ZOL Domingo, 09 Maio 2010 07:54
Abril foi, mais uma vez, mês de aumentos salariais. Trata-se de uma prática que já se transformou em rito. Agora resultante de moldes negociais diferentes e que conduzem a aumentos percentuais diferenciados. Por sectores de actividade. Naturalmente, como trabalhadores, uns terão ficado mais satisfeitos. Outros menos. Com a percentagem com que foram contemplados. De estranho, o facto de, uma vez mais, terem ficado de fora os reformados da Segurança Social. Segundo se entende e se pode depreender do que foi escrito no jornal “Notícias” (primeira página, edição de 28 do corrente). Onde se pode ler que A maior percentagem do aumento salarial, 26,9 por cento, coube ao sector de actividades financeiras, tutelado pelo Ministério das Finanças, e que compreende a criação, obtenção e redistribuição de meios financeiros, seguros e fundos de pensões, excluindo a componente de segurança social. Ora, muitos dos reformados deste país, são cidadãos como todos os outros reformados. Grande parte deles, descontou, ao longo de algumas décadas, centenas, mesmo milhares de contos. Cumprindo a legislação em vigor e, assim, ficarem habilitados a usufruírem de uma reforma em função dos valores das suas contribuições. E, actualizada em termos percentuais. O que não está a acontecer. Desde há vários anos. Perante a situação, perante a realidade, parece ser da mais elementar justiça social que o INSS reveja os seus critérios de actualização das reformas. Para que cada um possa receber, efectivamente, em função dos descontos que efectuou. De igual forma, parece ser, também, urgente a elaboração de um plano social de apoio à chamada terceira a idade. Neste campo, perante tanto vazio, parece haver muito trabalho a realizar, muita estrada a percorrer.