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Nações Unidas: Ahmadinejad irrita ocidente

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MAIS de 30 delegações à Assembleia-Geral da ONU, incluindo a norte-americana e da União Europeia (UE), abandonaram a sala da plenária durante o discurso do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad. O protesto ocorreu quando este referiu-se a antigas teorias de
conspiração segundo as quais os próprios EUA teriam orquestrado os atentados de 11 de Setembro de 2001 para exercer mais pressão sobre o Médio Oriente e defender Israel.
“Alguns segmentos no seio da administração norte-americana orquestraram os atentados para reverter a sua economia em declínio, a sua perda de poder no Médio Oriente e salvar o regime sionista”, disse Ahmadinejad.
“A maior parte do povo norte-americano, bem como a maior parte das nações do mundo concordam com este ponto de vista”, sustentou o dirigente iraniano. Os Estados Unidos reagiram de imediato, classificando estas acusações de “aberrantes”.
Horas antes da tempestuosa intervenção do líder iraniano, o presidente Barack Obama tinha dito que tudo o que o Irão deve fazer é demonstrar que o seu programa nuclear tem de facto, intenções pacíficas. “A porta permanece aberta para a diplomacia, se o Irão escolher atravessá-la. Mas o Governo iraniano tem de confirmar ao mundo o propósito pacífico do seu programa nuclear”, desafiou o presidente norte-americano.
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, considerou, por seu lado, “escandalosos e inaceitáveis” as declarações do presidente iraniano.
As afirmações do presidente do Irão são “escandalosas e inaceitáveis”, sublinhou Ashton.
“É por esta razão que todos os representantes das 27 nações da UE saíram da sala da Assembleia-Geral das Nações Unidas”, explicou.
 
Fonte: Jornal Notícias - 25.09.2010

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