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Zambézia: Novos projectos de água encerram lamentações

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Três novos projectos que visam a melhoria do abastecimento de água à Cidade de Quelimane, na Zambézia, serão executados a partir de finais de Novembro corrente pelo Fundo de Investimento de Património de Água (FIPAG). Trata-se dos projectos de reabilitação da conduta de Licuar, da construção de um novo centro de distribuição, no bairro Sampene, e a extensão da rede de distribuição de água aos novos bairros, numa extensão de vinte e cinco quilómetros. O director da empresa prestadora de serviços de abastecimento de água, em Quelimane, Augusto Chipenembe, disse à nossa Reportagem que o primeiro projecto a iniciar será o da reabilitação da Estação de Captação e Bombagem de Licuar, numa extensão de 15 quilómetros e consistirá na substituição da tubagem da conduta, passando dos actuais 350 para 500 milímetros de diâmetro. Quando a rede velha for substituída, uma vez em Nicoadala, esta vai se ligar a outra conduta nova reabilitada há três com o mesmo diâmetro, facilitando, deste modo, a melhoria de abastecimento de água à cidade de Quelimane com mais pressão e qualidade.

O outro projecto que está previsto para arrancar no próximo ano, é o da construção de um novo centro de distribuição no bairro Sampene, que dista a dez quilómetros do centro da capital provincial da Zambézia.

O Conselho Municipal já entregou o terreno ao Fundo de Investimento do Património de Água na cidade de Quelimane e há já placa identificatória. O terceiro empreendimento será da extensão da rede de distribuição para os bairros que, neste momento, debatem-se com sérios problemas de acesso à água para suas necessidades diárias.

Ainda na capital provincial da Zambézia, principalmente nos bairros de expansão nomeadamente, Chuabo Dembe, Coalane, Sangariveira, Namuinho não têm água. Nalguns casos o precioso líquido chega mas com fraca pressão e durante alguns períodos do dia, o que afecta a vida normal das pessoas. Os bairros como Torrone Velho e Novo, Janeiro, Piloto, Acordos de Lusaka e Micajune ficam uma boa parte do dia sem água ou se chega jorra aos pingos.

O director do FIPAG, em Quelimane, explica que a empresa que dirige tem capacidade de fornecer água a todos os bairros sem muitos problemas mas acontece que, aquando da reabilitação da rede de abastecimento, a rede comportava perto de três mil ligações de clientes entre individuais e instituições. Quando o sistema foi reabilitado, as necessidades de ligações cresceram de forma espantosa, passando dos anteriores três mil para mais de 12 mil duzentos e quarenta e dois clientes.

Actualmente a empresa FIPAG produz, por dia, 10 mil metros cúbicos do precioso líquido. Depois da concretização dos projectos em carteira, aquele volume passará para 12 mil metros cúbicos que poderão abastecer a mais de 190 mil consumidores directos e indirectos. A actual cobertura de abastecimento de água, na cidade de Quelimane, é de setenta e oito porcento mas a empresa vai elevar essa cifra para noventa porcento.

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