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Um ano para ligar Mugeba e Nampevo

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Um ano para ligar Mugeba e Nampevo

A reabilitação do troço da Estrada Nacional Número um (EN1), ligando os postos administrativos de Mugeba, em Mocuba, e Nampevo, no Ile, província da Zambézia, deverá estar concluída até Maio de 2012.
O troço agora em obras corresponde a parte da estrada Namacurra-Rio Ligonha abandonada há alguns anos pela construtora portuguesa Tâmega.

Até então o empreiteiro luso havia reabilitado, em duas frentes, 104 dos 151 quilómetros da rodovia, concretamente as ligações Namacurra-Mocuba e Rio Ligonha/Nampevo, ficando aquele pedaço de 47 km ao meio.

A reabilitação da ligação Mugeba-Nampevo decorre em simultâneo com a da EN 11/321, que numa extensão de 192 km liga a vila de Mocuba a de Milange. Contrariamente a primeira estrada, o prazo dos trabalhos da segunda estrada, que também iniciaram em Novembro, é de 30 meses, pelo que se vão estender até finais de Abril de 2013.

As duas obras foram adjudicadas à Mota-Engil, um empreiteiro também português, num valor de cerca de 74 milhões e quatrocentos mil euros, financiados pela União Europeia.

A nossa Reportagem, que semana finda visitou as obras, constatou um intenso movimento de máquinas envolvidas nos trabalhos o que prenuncia a aposta do empreiteiro em entregar as duas obras dentro dos prazos acordados.

Mesmo assim, os trabalhos estão ainda concentrados na desmatação, abertura dos desvios, verificação das saibreiras existentes nas imediações das duas estradas no sentido de se apurar até que ponto possuem solos qualificados para a obra e levantamento e pagamento das compensações a população com infra-estruturas na área da obra.

Olinda Ernesto, representante da ANE nas obras de reabilitação das duas estradas, garantiu ao nosso Jornal que o cronograma dos trabalhos está a ser cumprido de modo que os prazos não falhem.

Entretanto, aquela engenheira deplorou o facto da população, principalmente ao longo da ligação Mocuba-Milange, ter ocupado a área há anos reservada para estrada, o que, nas suas palavras, eleva os custos dos trabalhos devido ao pagamento de compensações. Do levantamento feito nos primeiros 10 km, por exemplo, a ANE tinha que desembolsar cerca de dois milhões e quinhentos mil meticais apenas para pagar infra-estruturas, tais como residências e barracas, que devem ou foram já destruídas com vista a libertar a área dos trabalhos.

Na ligação Mocuba-Nampevo, os preparativos da asfaltagem da estrada incluíram também a desminagem das zonas para as quais o tráfego de viaturas, que passam por aquele troço da EN1, terá que ser orientado durante a reabilitação.

Ainda na Zambézia e segundo dados avançados pelo gabinete de Comunicação e Imagem da ANE, arrancou a asfaltagem dos 35 km na EN103 que ligam Gurué e Magige. Orçada em 354 milhões de meticais, a obra foi adjudicada a Inglob Construções e deverá ser concluída até Junho do próximo ano.

Tanto uma, como as outras duas estradas são apontadas como importantes para o desenvolvimento da Zambézia, na medida em que a EN 11/321 e a EN103 facilitarão o escoamento da produção agrícola, enquanto que Mocuba-Nampevo acabará com o martírio no trânsito pela província aos que circulam pela EN1.

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