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ZAMBÉZIA – Mineradora investe um milhão de dólares em Muiane

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ZAMBÉZIA – Mineradora investe um milhão de dólares em Muiane

A DRUSA, uma empresa mineira de capitais mistos Moçambique/Bulgária, está a investir mais de um milhão de dólares norte-americanos na prospecção, comercialização e exportação de vários minerais para a União Europeia, Estados Unidos de América e Ásia.
A empresa, que opera no posto administrativo de Muiane, distrito de Gilé, na Zambézia, comercializa e exporta principalmente quartzo rosa, tantalite e pedra lapidada para vários mercados internacionais.

O representante da DRUSA em Muiane, Vladmir Atanason, disse ao nosso Jornal que a empresa está actualmente a trabalhar numa concessão de 800 hectares, mas há perspectiva de iniciar uma outra atribuída no distrito de Alto Molócuè, numa área de cinco mil hectares. Na última campanha, segundo o nosso entrevistado a empresa conseguiu dois mil quilogramas de pedra lapidada, cem toneladas de pedra industrial já armazenada à espera de ser exportada.

A empresa não cumpriu com o plano de produção e comercialização mineira devido há vários factores, nomeadamente, a invasão por parte dos garimpeiros das áreas de exploração concessionadas. O nosso entrevistado afirma que a invasão dos garimpeiros é um problema bicudo que, para além de comprometer os volumes de comercialização, não terá fim uma vez que os infractores quando são entregues à Polícia da República de Moçambique voltam novamente a desenvolver as suas actividades nas áreas concessionadas.

A fonte disse que o negócio é bom, mas para ganhar dinheiro é preciso investir na qualidade por causa das exigências do mercado externo. Dados em nosso poder indicam que um quilograma de pedra lapidada está cotada a um dólar, mas se a qualidade e a cor forem boas a mesma quantidade pode ser comercializada a 300 dólares.

O quartzo industrial com aplicação na indústria electrónica tem maior cotação no mercado internacional. Por exemplo, com a comercialização do quartzo na campanha passada foi possível arrecadar 110 mil dólares norte-americanos, mas o lucro verdadeiro da actividade, só deste produto mineiro por campanha, pode estar na ordem de 40 mil dólares norte-americanos, porque há necessidades da empresa por satisfazer, nomeadamente os salários com o pessoal, custos administrativos, entre outros.

A maior dificuldade que a empresa enfrenta é a falta de energia eléctrica da rede nacional e água. O gestor da empresa afirma que um dos maiores desafios é construir uma fábrica de processamento na região de Nacala, em Nampula, próximo do porto local de águas profundas, com vista a facilitar o escoamento da produção mineira. Neste momento decorrem negociações com empresários franceses, canadenses e indianos para a construção do referido empreendimento.

“Podemos ter, por exemplo, 150 ou 200 toneladas de produto, mas por causa dos custos de transporte e despacho no porto para exportação praticamente não fica nada. Por isso uma fábrica construída numa zona portuária seria uma vantagem”, disse Vladmir Atanason.

A empresa tem como capital social 25 milhões de meticais e emprega neste momento 14 trabalhadores efectivos e 30 sazonais.

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