Actualizado em Quarta, 18 Maio 2011 06:19 Escrito por jornal noticias Quarta, 18 Maio 2011 06:03
Zambézia cresce e quer muito mais
O PRESIDENTE da República, Armando Guebuza, disse ontem na Zambézia, no balanço que fez à imprensa dos quatro dias de presidência aberta e inclusiva, que a população está muito animada e tem consciência de que muito se fez, mas tem clareza quanto ao facto de que há muito por fazer no quadro da agenda nacional de luta contra a pobreza.
O Presidente reuniu-se, nos quatro dias, com os órgãos do poder local, visitou empreendimentos e realizou vários comícios interactivos com a população, destinados a colher a percepção dos resultados dos programas de desenvolvimento e os anseios dos zambezianos.
“Na Zambézia tivemos a possibilidade de reunir com os conselhos consultivos dos postos administrativos e também com os conselhos da localidade e em todos eles os seus membros sentem a responsabilidade que tem em responder aquilo que são as preocupações da população quer através dos “7 milhões”, quer através dos 2,5 ou 3 milhões que são alocados para as infra-estruturas”, disse Guebuza durante a conferência de imprensa que concedeu aos jornalistas que acompanharam a sua presidência aberta e inclusiva à província da Zambézia.
Ontem, último dia da visita, a população do posto administrativo de Macuse, distrito de Namacurra, apelou à intervenção do Presidente da República, Armando Guebuza, no sentido de encontrar soluções para o problema do amarelecimento letal do coqueiro, doença que já dizimou extensas áreas do coqueiral, colocando as famílias numa situação de pobreza.
“O coqueiro era a base da nossa sobrevivência em Macuse e com o amarelecimento letal do mesmo, perdemos o poder económico. Com esta situação, pedimos ao Governo no sentido de encontrar investidores para acelerar o programa de reposição”, diz a mensagem da população apresentada ao Chefe do Estado.
A população pediu igualmente investimento para a exploração da praia de Macuse, do calcário no Alto Macorine, na localidade de Mexixine, bem assim para alocação de uma embarcação para garantir a travessia entre Macuse e Supinho, em Nicoadala.
A embarcação, explicam na sua mensagem, reduziria a morte das pessoas por crocodilos, assim como encurtaria a distância para a capital provincial, de 117 quilómetros de Macuse, Namacurra e Quelimane para 32 quilómetros do Supinho a Quelimane.
Num breve diálogo específico sobre a problemática do amarelecimento letal do coqueiro que o Presidente da República manteve com os presentes no comício popular, estes disseram que o programa de reposição que está a ser levado a cabo não tem estado a surtir os efeitos desejados, pois as plantas morrem de imediato.
O Presidente Armando Guebuza questionou à população se havia explicação dos técnicos, mas a resposta foi negativa. Entretanto, o Chefe do Estado prometeu que se iria inteirar do assunto junto dos técnicos.
Em tempos, no posto administrativo de Macuse funcionou a Companhia do Boror, uma das mais representativas no fomento coqueiro e que faliu na década de 80. Além do exposto acima, a população de Macuse pediu ao Governo a construção de pontes sobre os rios Pundi, na localidade de Furquia, Buri-Buri na localidade de M’baua, expansão da rede eléctrica para as localidades, antena de telefonia móvel e sinal de televisão.
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