Actualizado em Terça, 26 Abril 2011 07:33 Escrito por Delcio Jaze Terça, 26 Abril 2011 07:05
ZAMBÉZIA - Educação e cultura: Morosidade de processos prejudica mil funcionários
A MOROSIDADE na tramitação de processos atinentes ao pagamento de salários referentes ao exercício de cargos de chefia e promoções no sector da Educação e Cultura, na Zambézia, prejudicou mais de mil funcionários nos últimos anos.
O governador da Zambézia, Francisco Itae Meque, que revelou a informação há dias na vila-sede distrital da Maganja da Costa durante um encontro com funcionários do Estado, disse que os visados estavam a exercer as funções de direcção sem nomeação, tendo sido identificados através de um levantamento feito, principalmente no sector da Educação e Cultura.
Uma vez identificados, o Governo exortou-os a regularizarem os seus documentos para de uma vez por todas resolverem o problema. Todavia, depois de tratarem os documentos referentes ao pagamento das remunerações remeteram aos respectivos Departamentos dos Recursos Humanos onde foram engavetados por muito tempo, prejudicando colegas, alguns dos quais já perecidos.
O governador criticou a atitude dos gestores dos Recursos Humanos que de forma injusta engavetavam os processos depois dos funcionários interessados gastarem dinheiro e tempo para regularizarem a sua documentação. Apelou os gestores dos Recursos Humanos à vários níveis para não voltarem a cometer o mesmo erro, porque isso pode igualmente prejudicar os objectivos pretendidos com a Reforma na Administração Estatal, bem como a completa desmotivação dos servidores públicos.
“Os funcionários visados devem uma vez mais tratar os documentos para fixar salários. Eles já trabalharam e deram o melhor de si durante o tempo que estiveram na direcção, agora temos que criar condições para os pagar”, disse Francisco Itae Meque para quem não pode haver atraso no pagamento de salários mensais para todos os sectores do Estado.
Aconselhou os Governos distritais para flexibilizarem o processo de pagamento de salários para evitar transtornos aos funcionários. Para Meque, a efectividade deverá entrar na Direcção Provincial do Plano e Finanças no período compreendido de um a dez de cada mês.
Entretanto, muitos distritos não têm bancos. Os funcionários são obrigados a abandonar o trabalho para se deslocar a Quelimane ou Mocuba para levantar salários e fazer rancho mensal, deixando alunos, doentes ou cidadãos que pretendem tratar vários expedientes.
O governador da Zambézia exortou os gestores a fazerem uma planificação institucional, autorizando os funcionários sem prejudicar o andamento dos serviços.
Nalguns casos, os funcionários aproveitam-se disso para ficar muito tempo alegando haver muita bicha nas caixas automáticas ou porque não havia sistema.
Por seu lado, os conselhos de escolas estão a ficar muito preocupados com a ausência por muito tempo dos professores porque as crianças ficam sem aulas.