Actualizado em Sexta, 25 Março 2011 08:35 Escrito por nelson Sexta, 25 Março 2011 08:29
MIL e vinte e quatro novas fontes de abastecimento de água serão construídas, ainda este ano, na província da Zambézia, de forma a reduzir o défice de cobertura do precioso líquido que apenas cobre um terço dos mais de quatro milhões de habitantes.
O Plano Económico e Social do Executivo da Zambézia prevê, ao longo do presente ano, construir fontes de água nas regiões mais críticas de todos os distritos, no contexto do Programa Nacional de Água e Saneamento Rural, com o objectivo central de reduzir a fraca cobertura de abastecimento de água à população na zona rural.
A província da Zambézia tem mais de quatro milhões de habitantes mas apenas um milhão de pessoas é que têm acesso à água potável, o que ilustra claramente, os problemas de saúde pública que a população corre risco. A cobertura actual está na ordem de 38 porcento e em muitas regiões da província, os cidadãos passam por imensas dificuldades de acesso ao precioso líquido, que também é um problema do desenvolvimento do capital humano se se tiver em conta que a sua falta é uma questão de pobreza.
O governador da Zambézia, Francisco Itae Meque, disse que todo o esforço de construção de novas fontes de abastecimento de água está orientado para elevar os actuais índices de cobertura, principalmente na zona rural. Meque afirmou que o Governo está ciente das implicações da baixa cobertura de água, mas afirma que esta é uma das áreas que está a merecer uma atenção especial nos investimentos públicos sendo por isso que todos os anos há abertura de mais fontes.
Para agudizar o problema, o Governo Provincial da Zambézia não tem dinheiro para financiar as obras de reabilitação dos pequenos sistemas de abastecimento do precioso líquido das sedes distritais. Estes estão avariados e obsoletos há trinta anos e não se vislumbra pelo menos a breve trecho, perspectivas quanto à sua reabilitação com fundos do investimento público.
Os parceiros de cooperação não estão interessados em financiar a reabilitação do sistema, supostamente porque a sua prioridade são as zonas do interior dos distritos. A inoperacionalidade dos sistemas constituem uma dor de cabeça para milhares de pessoas que vivem nas sedes dos distritos de Alto Molócuè, Gilé, Maganja da Costa, Pebane, Namacurra, Morrumbala, Mopeia, Ile, Milange e Namarrói, pese embora sejam as regiões com maior concentração da população.
Mesmo na cidade de Quelimane, onde a rede de abastecimento de água foi reabilitada, há problemas de pressão para o precioso líquido chegar aos bairros. Actualmente o Fundo de Investimento do Património de Água (FIPAG) produz por dia 10 mil metros cúbicos.
Entretanto, três novos projectos que visam a melhoria do abastecimento de água à cidade de Quelimane, na Zambézia, serão executados a partir de finais de Novembro próximo pelo Fundo de Investimento de Património de Agua (FIPAG). Trata-se dos projectos de reabilitação da conduta de Licuar, construção de um novo centro de distribuição no bairro Sampene e a extensão da rede de distribuição aos novos bairros numa extensão de vinte e cinco quilómetros.
Depois da concretização dos projectos, aquele volume passará para 12 mil metros cúbicos, podendo abastecer do precioso líquido a mais de 190 mil consumidores directos e indirectos. A actual cobertura de abastecimento de água, na cidade de Quelimane, é de 78 porcento mas a empresa pretende elevar essa cobertura para 90 porcento.
Para isso, os principais desafios neste momento é substituir as ligações que estão na antiga rede para a nova, de forma a melhorar cada vez mais a qualidade de serviços prestados.
Fonte: Jornal Noticias.