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ZAMBÉZIA - Festival de Zalala teve noites electrizantes

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A Terceira edição do Festival de Zalala, que visa a promoção do turismo cultural, foi um sucesso mas será necessário melhorar a segurança nos próximos eventos. Esta é a opinião unânime de turistas nacionais e estrangeiros entrevistados pela nossa Reportagem no final do evento que fez convergir naquela estância turística, mais de 15 mil pessoas de quase todas as idades para testemunhar a boa gastronomia, artesanato, cerâmica, dança e música. Nas duas electrizantes noites do festival, a praia de Zalala, vestiu-se de cor e alegria contagiantes que deixou a cidade de Quelimane e vilas próximas como Nicoadala, Namacurra e Inhassunge quase “desertas” de gente e afectou o normal funcionamento de muitos locais de diversão. Risique Zacarias, jornalista da Rádio QFM, ficou espantado com o “mar” de gente e o civismo demonstrado pelos convivas, tendo afirmado que há gente com tanta sede de movimentos turísticos e culturais.

De acordo com o nosso entrevistado, os únicos aspectos que podem ter manchado o festival é a especulação de preços por parte dos proprietários das barracas e os assaltos a alguns turistas. Entendem que os altos preços praticados podem ter retirado a oportunidade das pessoas que acorreram à praia de Zalala ter o suficiente para se sentirem numa verdadeira festa cultural.

Suzana Pedro é uma outra cidadã que elogiou a organização do festival mas criticou alguns aspectos relativos à segurança das pessoas porque houve gente que foi assaltada e perdeu os seus celulares. “Sou da opinião de que na próxima ocasião, o espaço de manobra para os assaltantes seja reduzido ao máximo”, disse a fonte para depois acrescentar que o mosaico sociocultural deve ser exposto para ser objecto de afirmação da identidade dos zambezianos. Apontou o artesanato, a escultura, a música e dança que foram as expressões culturais que mais lhe chamaram atenção durante o festival.

Bernardo Jó é de opinião que o festival ultrapassou as expectativas e a praia de Zalala transformou-se na capital cultural da província uma vez que foi exposto o que de cultura há do melhor na Zambézia.

Entretanto, o governador da Zambézia, Francisco Itae Meque disse que o Festival de Zalala provou, uma vez mais, que a cultura é o motor de desenvolvimento económico porquanto os expositores, através das suas engenhosas mãos, juntaram a imaginação e criatividade e produziram maravilhas, desde o artesanato, gastronomia zambeziana, estilismo, canto, dança, música e serviços que também são atractivos turísticos.

O governador apelou a todos os participantes por forma a conservarem o património cultural e usarem os recursos naturais para a solução de problemas sociais concretos.

A grande novidade desta edição foi a Feira de Negócios, onde vários expositores, entre empresas turísticas e instituições académicas exibiram o melhor que têm da cultura e turismo bem como serviços. Através da imaginação e criatividade, muitos estilistas expuseram vários artigos de roupa por si estampados, artesanato, artes plásticas, enquanto as instituições do Ensino Superior promoveram os vários cursos e facilidades de serem frequentados por quem procura uma formação sólida que se ajuste com a actual dinâmica.

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