Mais técnicos alargam cobertura da extensão agrária



Escrito por Rostalina Mugabe
Segunda, 12 Julho 2010 09:54
UM total de 400 mil camponeses deverá ser assistido pelos servico de extensão agrária no país até finais do ano corrente, como parte da estratégia do Governo visando o aumento da produção e da produtividade. Com efeito, há uma previsão de contratação, até ao final do ano, dum total de 249 novos extensionistas para o reforço do quadro actual que é constituído por 701 técnicos.
De acordo com o director nacional dos Serviços Agrários, Boaventura Nuvunga, o crescimento da cobertura da extensão está situado em seis porcento, porquanto na campanha passada aqueles serviços abrangeram um total de 378 mil famílias.
Aquando do início da implementação do Plano de Acção para a Produção de Alimentos em Junho de 2008, o país dispunha de uma base de 577 extensionistas estando-se próximo de duplicar o número anteriormente existente. Tal facto deve acontecer na próxima campanha e o mais tardar em 2012.
O mesmo cenário verifica-se em termos do número de famílias assistidas em que se partiu duma base de cerca de 285.361 produtores.
O aumento da cobertura da extensão, segundo a mesma fonte, deve-se não só ao aumento do número de extensionistas como também ao facto de terem sido disponibilizados meios de transporte que permitem uma maior mobilidade dos técnicos.
Com efeito, de acordo o director nacional dos Serviços Agrários, foi adquirido nos últimos dois anos um total de 390 motorizadas para a rede pública de extensão. Assim, os serviços de extensão deverão cobrir até finais deste ano a totalidade dos 128 distritos do país contra os 113 cobertos em 2008.
O desafio neste momento é aumentar o número de localidades cobertas, ampliando cada vez mais o número de camponeses assistidos com técnicas de produção melhoradas.
Os serviços de extensão estão a insistir na necessidade de congregação dos camponeses em associações para melhor benefício como também para melhor aproveitarem as oportunidades de mercado.
Até o primeiro trimestre deste ano tinha sido coberto um total de 3704 associações que representam 80 porcento do plano. Até finais deste ano a expectativa é de que sejam atingidos 4694 grupos de camponeses.
O enfoque da extensão, segundo o previsto no Plano Económico Social, é a divulgação e disseminação de mensagens tecnológicas de produção, organização de produtores, montagem de campos de demonstração de resultados e outras unidades demonstrativas, como celeiros que permitam uma sequência melhorada desde a preparação da terra até à conservação dos alimentos no pós-colheita.
A expectativa é que com a ajuda da extensão progressivamente os camponeses adoptem técnicas de produção que permitam não só o aumento da produtividade por hectare, como também tenham a perspectiva de que é possível fazer negócio com a agricultura.
Para que isso aconteça, o esforço da produção deve se traduzir também na melhoria da qualidade do produto que é colocado no mercado.
Nesse quadro, os serviços de extensão têm disseminado boas práticas agrícolas, gestão de pragas e doenças, conservação de sementes, maneio e sanidade animal, agricultura de conservação, agro-processamento, maneio integrado do solo e água, apicultura e piscicultura.
Também tem trabalhado na área de capacitação em liderança, agro-negócios e apoio na legalização e fortalecimento das associações de camponeses.
No ambito do Plano de Produção de Alimentos foi envolvido um total de 426 extensionistas em 74 distritos, tendo assistido 207.593 produtores. As actividades incidiram sobre o uso de insumos, maneio do gado e assistência dos campos dos produtores identificados. Foram implementados pacotes ligados aos cereais, aos feijões oleaginosas e batata-reno.