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Países africanos recebem fundos contra a pobreza

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O MILLENNIUM Challenge Corporation (MCC), instituição pública norte-americana de apoio ao desenvolvimento, já disponibilizou 7.500 milhões de dólares para a promoção do crescimento económico e de redução da pobreza em 20 países, incluindo Cabo Verde, Moçambique e S. Tomé e Príncipe.
No quadro do MCC, Cabo Verde foi contemplado com um compacto (pacote financeiro) de 116 milhões de dólares, cerca de cinco vezes menos do que Moçambique, que recebeu 507 milhões de dólares (362 milhões de euros).

S. Tomé e Príncipe ainda não foi abrangido, mas tem programas de assistência técnica, uma vez que são 17 os critérios de admissibilidade, que passam pela boa governação, por políticas económicas viradas para o social, saúde e educação e pelo combate à corrupção.

“O MCC é uma agência dos EUA, cujo primeiro objectivo é reduzir a pobreza através de programas de apoio ao crescimento económico a longo prazo. Foi criado em 2004, com base na aprendizagem de algumas das melhores práticas obtidas nas últimas quatro décadas de outras agências norte-americanas de apoio ao desenvolvimento”, disse à agência Lusa o director executivo da instituição.

Numa entrevista, Daniel Yohannes, que visitou Cabo Verde entre quarta e sexta-feira, lembrou que o MCC foi criado em 2004 pela administração do então presidente George W. Bush, para criar novas práticas na ajuda ao desenvolvimento dos países emergentes.

“Trabalhamos apenas com países que estão empenhados em boas políticas sociais e económicas, na boa governação, que combatem a corrupção, que têm liberdade económica e que investem nas suas populações, em particular nas áreas da educação e da saúde”, acrescentou.

Até hoje, o MCC só excluiu um país: o Níger, cujas autoridades não seguiram as políticas convergentes, nomeadamente no combate à corrupção.

Dos 20 países com que o MCC tem mantido relações, 11 são africanos o além de Cabo Verde e Moçambique, abrangem também o Benin, Burkina-Faso, Gana, Lesoto, Madagáscar, Mali, Marrocos, Namíbia, Senegal e Tanzania. Os restantes são a Arménia, El Salvador, Geórgia, Honduras, Moldova, Mongólia, Nicarágua e Vanuatu.

“A beleza dos programas do MCC passa pelo facto de não sermos nós a dizer onde o dinheiro deve ser investido”, sublinhou Daniel Yohannes à Lusa. “E tem resultado”, concluiu.

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