Actualizado em Quinta, 12 Maio 2011 08:47 Escrito por Delcio Jaze Quinta, 12 Maio 2011 07:16
Perseguido pelo reggae
Último disco de Bob Marley sai 30 anos após a sua morte
Poucos géneros musicais dispõem de uma figura central tão próxima quanto possível da unanimidade, como acontece com o reggae. Bob Marley foi coroado nesse feudo, como o foram Elvis Presley no rock e Michael Jackson no pop.
Acontece que nem todo aquele que se considera roqueiro gosta do som pioneiro e antiquado do rei do rock; e no pop, onde a infidelidade e a amnésia são gerais, Jackson passou uma década no ostracismo e só foi recuperado graças à tradicional necrofilia da indústria fonográfica.
Com Marley é diferente: ele pode não ser o favorito de todos, mas é quase omnipresente nas colecções dos seus fãs, no repertório de bandas não-autorais e na programação de “dj” que se dedicam ao género jamaicano.
A força de Bob Marley intensifica-se com o tempo.
E, cada vez mais, o artista esconde-se na sombra do mito.
A cultura de Bob Marley tem se tornado mais corrente do que prestar atenção ao seu trabalho.
Lamentável, já que a performance e a discografia do cantor justificam a sua importância e repercussão, para além da trágica morte, aos 36 anos, vitimado por um cancro.
Prova disso é o recém-lançado “Live Forever”, disco duplo, assinado por Bob Marley & The Wailers.
O álbum traz o registo do último show feito pelo músico à frente da banda (que segue fazendo apresentações numa confusão que põe dois grupos distintos para disputar o uso do nome) e, portanto, a sua derradeira performance num palco.
O show foi gravado a 23 de setembro de 2010, no The Stanley Theatre, em Pittsburgh, Pennsylvania (EUA).
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