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Percurso da sociedade em telas

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Na sua pintura, Tomo diz que todos esses sentimentos e características que dá ao “Percurso”, reflectem-se na sua pintura Quadros de expressividade convidativa e de cores quentes podem ser vistos na Casa da Cultura do Alto-Maé em Maputo, numa exposição que o artista plástico Tomo decidiu designar por “Percurso”.

“Artisticamente, o meu percurso encontra-se marcado por sensações, emoções, por um olhar na natureza e na vida, dentro da óptica Tomiana. Esta é a ideia desenhada por Tomo, naquela que constitui a sua terceira exposição individual.

A mostra é o resultado de um projecto que envolve os artistas Madeira e Luordes, sendo que estes últimos, por sua vez, têm as suas exposições patentes em algumas salas de exposições da cidade de Maputo. A ideia inicial era de uma exposição única que juntasse Tomo, Madeira e Luordes num único espaço, mas tendo em conta que o projecto visava a produção de quadros semi-gigantes, não encontraram, em Maputo, nenhuma sala com capacidade para acolher tais quadros, tendo estes três artistas inaugurado exposições individuais e abertos em três dias sequenciados.

Cronologicamente, Tomo define a exposição “Percurso” como “um espaço de tempo que nós ganhamos, quando nascemos até à nossa morte. Então, dentro deste espaço de tempo, cada um deixa as suas marcas que podem ser: psicológicas, físicas, profissionais, intelectuais etc.

Tomo diz que pintar o lírico e o épico está presente na sua arte. Para além de tudo isto, há também componentes técnicas e cromáticas que são as que valorizam estas manifestações. “Estas componentes têm a ver com a forma como eu transporto os meus sentimentos para a tela, muitas vezes de forma desconstruída e abstrata. Isto faz com que o subjectivismo esteja presente em grande escala. A vida para mim, é subjectiva”.

Na sua explanação, Tomo não poupa palavras pela viagem que faz no “Percurso” e diz que “este sentimento subjectivo retira o que é material e salienta o humanismo”.

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