Escrito por Jornal o Pais Sexta, 14 Janeiro 2011 07:13

Volvidos dois dias de efusivas homenagens, os restos mortais do mestre vão a enterrar hoje, em funeral de Estado. Ontem, alguns músicos exaltaram, através do canto e dança, o mestre Malangatana que, em vida, defendia que a morte deve ser celebrada e não chorada.
O corpo do mestre Malangatana Valente Ngwenya é sepultado hoje, sexta-feira, em Matalana, sua terra natal, na presença do Presidente da República, Armando Guebuza. O funeral que será de Estado terá dois momentos, sendo o primeiro no anfiteatro do Centro Cultural de Matalana, e o segundo no local onde irão repousar os restos mortais - à frente da fundação que leva o seu nome. Assim, cumpre-se a vontade do mestre, pois em vida escolhera ser sepultado ao lado da sua fundação.
Até ao final da tarde de ontem, todos os preparativos para a cerimónia de hoje já estavam concluídos, com destaque para o sepulcro, onde deverá repousar o corpo do pintor-mor. A urna será depositada mais ou menos a quatro degraus em cima da base do sepulcro, no qual estão gravadas as seguintes palavras: “Malangatana Valente Ngwenya ( 1936/2011), Hambanine tatana, wissa ha hombe a ku rhulene” (Adeus pai, descanse em paz). Saliente-se que o Governo decretou luto nacional para os dias de hoje e amanhã.
Euforia em Matalana
Nem mesmo as chuvas que caíram nas primeiras horas de ontem impossibilitaram que o mestre chegasse à casa. Antes de chegar a Matalana, o corpo do pintor percorreu várias avenidas da capital, onde milhares de admiradores puderam despedir-se do mestre. Já em Matalana, houve homenagens, cânticos e rezas à sombra das árvores. No “estádio” erguido pelo mestre, houve uma mega-animação cultural e exaltação ao mestre. Artistas como Dilon Ndjindji, Elvira Viegas, Stewart Sukuma, José Mucavele, Alberto Mutxeca, a Tuna Académica d’ A Politécnica, o Grupo Coral de Matalana, dirigido pelo maestro Filipe Zefanias Machiana, entre outros, fizeram vibrar o público, com música e dança, para os residentes e todos os que para lá se deslocaram, para homenagear o mestre.
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