PRÉMIOS FUNDAC: Consagrando os melhores de 2010



Escrito por Jornal Noticias
Quarta, 22 Dezembro 2010 09:59

A Chuva caía intensamente molhando a terra, e no interior do Paços do Município se distinguiam os artistas que melhor se distinguiram ao longo do presente ano. Promovida pelo Fundo para o Desenvolvimento da Cultura (FUNDAC), a cerimónia estava requintada. O Paços do Município estava decorado a rigor e com todo o requinte desejado, no entanto, algumas vezes o som não esteve no ponto.
Os convidados e os concorrentes aos prémios aguardavam ansiosamente o anunciar dos vencedores reconhecidos pelo júri.
Chegado o momento de se anunciar os vencedores, as escolhas do júri foram para Hélder Faife, na categoria de Literatura. Hélder Faife, cujo diploma foi recebido pela esposa, não teve direito a nenhum valor monetário quando comparado com os restantes vencedores.
Na componente musical, o prémio coube aos jovens Joel Viriato e Sacre, ambos da Banda Azul, com cheques que variavam entre 30 mil e 90 mil meticais.
Na categoria de escultura, o júri escolheu Domingos Sitoe que recebeu da organização do evento um cheque de 24 mil meticais.
A coreógrafa e bailarina da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD) Peróla Jaime foi a vencedora na categoria de dança e recebeu um cheque de 90 mil meticais.
A grande estrela da noite foi Reinata Sadimba, ceramista de prestígio e de grande reconhecimento nacional e internacional. Das mãos do ministro da Cultura, Reinata Sadimba recebeu uma medalha banhada de ouro, um troféu e um cheque no valor de 300 mil meticais.
Nos seus discursos, os presidentes do Conselho de Administração do Fundo para o Desenvolvimento da Cultura, Teodoro Waty, e do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango, convergiram na ideia de que aquele momento representava o mais alto símbolo de reconhecimento do empenho dos artistas nacionais na dignificação da identidade cultural moçambicana.
O ministro da Cultura, Armando Artur, disse que a prestigiada oleira Reinata Sadimba significa a homenagem de toda a mulher nas várias dimensões, com maior destaque para as artes.
A ceramista mostra, através do seu trabalho e das suas obras, o percurso histórico da Nação moçambicana, desde os tempos da era colonial até aos dias de hoje.
Acrescentou ainda que Reinata revela referências transversais, onde o património cultural de Moçambique foi sempre preservado pela consagrada.
Os valores etno-culturais da cultura Makonde exprimem o desenrolar de factos de mulheres que representam o quotidiano da mulher moçambicana.
Durante a cerimónia, os convidados foram brindados com momentos de dança, através do grupo tradicional de Tufo da Mafalala. O reconhecido artista musical Chico António igualmente emprestou a sua voz e as suas guitarradas ao evento, o mesmo que fizeram Sangare Okapi e os Poetas D’alma, na declamação.
Houve ainda Academia de Dança Tropical e a banda tradicional Muticoma que também se exibiram.
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