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Portugal disponibiliza 193 milhões USD

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Governo reduz orçamentos das federações para os Jogos Africanos
O governo português contribui, em espécie, com cerca de 193 milhões USD (cerca de 4.6 biliões de meticais) e o de Moçambique com 40 milhões USD. As federações nacionais viram os seus orçamentos reduzidos até menos de metade do que haviam inicialmente previsto para a preparação condigna dos Jogos Africanos, que irão decorrer este ano no nosso país. Esta medida do Governo resulta da redução do orçamento para os Jogos Africanos, de cerca de 250 milhões de dólares inicialmente estipulados, para perto de 193 milhões de dólares, um decréscimo em cerca de 60 milhões de dólares.

Sem cão de raça, as federações vêem-se obrigadas a caçar com gato. O maior traidor e culpado desta situação não é o Governo, mas a crise económica e financeira que assola não só o nosso país, como também o mundo inteiro.

O Governo há muito que assumiu que iria organizar os X Jogos Africanos, curiosamente rejeitados pela Zâmbia, que, eventualmente, já previa um cenário desta natureza. A partir de hoje, a distância que nos separa dos referidos jogos é de cerca 136 dias, isto é, quatro meses e 13 dias. Ora, a questão é: que nível competitivo terão as nossas selecções? Vamos por partes.

Algumas federações ainda não possuem orçamentos definitivos, o que, de uma forma ou doutra, limita a preparação das equipas dessas modalidades com vista aos jogos em referência. Uma das federações que enfrentam esse dilema é a de Basquetebol, conforme nos informou o seu presidente, Francisco Mabjaia.

“Torna-nos difícil dizer qual é o orçamento definitivo e o ideal para nós, até aqui. Havia uma proposta, mas essa proposta já sofreu várias alterações. Ainda não temos um orçamento que possamos dizer que é definitivo e é o ideal”, disse Mabjaia, realçando que o orçamento que o Governo está disposto a disponibilizar, “até aqui”, é de 8 milhões de dólares, assim distribuído: 4 milhões de meticais para masculinos e os outros 4 milhões para femininos. Este orçamento poderá registar subida, caso haja patrocinadores ou a empresa que gere a imagem do COJA consiga algumas receitas, mas também poderá sofrer redução, caso o Governo conclua que há necessidade de cortar algumas despesas na federação.

Das federações nacionais de Atletismo e de Ténis, também tivemos a mesma informação: os orçamentos que o Governo está disposto a disponibilizar são provisórios, porque “ainda podem sofrer algumas alterações”, conforme nos avançaram as fontes.

A Federação Nacional de Atletismo, por exemplo, tinha estipulado, como orçamento ideal para os Jogos Africanos, 14 milhões de meticais. No entanto, o Governo só está disposto a dar 5 milhões, menos de metade do que foi solicitado.

O secretário-geral deste organismo, Guilherme Nhamposse, disse, há dias, ao nosso jornal que  o valor atribuído era bastante irrisório e não correspondia às aspirações da instituição que dirige, no entanto, entende que tal tem a razão de acontecer, devido à crise financeira. “5 milhões é uma gota no meio do oceano, para uma representação condigna. Estava planificado, no mínimo, levar cerca de 10 atletas para estágio competitivo em países como a vizinha África do Sul, com boas condições, de modo a conferir-lhes competitividade”, frisou Nhamposse.

A selecção nacional possui 32 atletas pré-convocados, que trabalham com quatro treinadores, prevendo-se, nos próximos dias, a chegada de mais um treinador de nacionalidade cubana.

O orçamento que o Governo disponibiliza visa suportar as despesas de transporte, alimentação e subsídio de treinos.

Igual “sorte” tiveram as federações nacionais de Natação e de Ténis, que de 6 e 3 milhões de meticais que esperavam, receberam 3 e 1.2 milhões de meticais, respectivamente.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
Portugal disponibiliza 193 milhões USD
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Governo reduz orçamentos das federações para os Jogos Africanos
O governo português contribui, em espécie, com cerca de 193 milhões USD (cerca de 4.6 biliões de meticais) e o de Moçambique com 40 milhões USD.

As federações nacionais viram os seus orçamentos reduzidos até menos de metade do que haviam inicialmente previsto para a preparação condigna dos Jogos Africanos, que irão decorrer este ano no nosso país. Esta medida do Governo resulta da redução do orçamento para os Jogos Africanos, de cerca de 250 milhões de dólares inicialmente estipulados, para perto de 193 milhões de dólares, um decréscimo em cerca de 60 milhões de dólares.

Sem cão de raça, as federações vêem-se obrigadas a caçar com gato. O maior traidor e culpado desta situação não é o Governo, mas a crise económica e financeira que assola não só o nosso país, como também o mundo inteiro.

O Governo há muito que assumiu que iria organizar os X Jogos Africanos, curiosamente rejeitados pela Zâmbia, que, eventualmente, já previa um cenário desta natureza. A partir de hoje, a distância que nos separa dos referidos jogos é de cerca 136 dias, isto é, quatro meses e 13 dias. Ora, a questão é: que nível competitivo terão as nossas selecções? Vamos por partes.

Algumas federações ainda não possuem orçamentos definitivos, o que, de uma forma ou doutra, limita a preparação das equipas dessas modalidades com vista aos jogos em referência. Uma das federações que enfrentam esse dilema é a de Basquetebol, conforme nos informou o seu presidente, Francisco Mabjaia.

“Torna-nos difícil dizer qual é o orçamento definitivo e o ideal para nós, até aqui. Havia uma proposta, mas essa proposta já sofreu várias alterações. Ainda não temos um orçamento que possamos dizer que é definitivo e é o ideal”, disse Mabjaia, realçando que o orçamento que o Governo está disposto a disponibilizar, “até aqui”, é de 8 milhões de dólares, assim distribuído: 4 milhões de meticais para masculinos e os outros 4 milhões para femininos. Este orçamento poderá registar subida, caso haja patrocinadores ou a empresa que gere a imagem do COJA consiga algumas receitas, mas também poderá sofrer redução, caso o Governo conclua que há necessidade de cortar algumas despesas na federação.

Das federações nacionais de Atletismo e de Ténis, também tivemos a mesma informação: os orçamentos que o Governo está disposto a disponibilizar são provisórios, porque “ainda podem sofrer algumas alterações”, conforme nos avançaram as fontes.

A Federação Nacional de Atletismo, por exemplo, tinha estipulado, como orçamento ideal para os Jogos Africanos, 14 milhões de meticais. No entanto, o Governo só está disposto a dar 5 milhões, menos de metade do que foi solicitado.

O secretário-geral deste organismo, Guilherme Nhamposse, disse, há dias, ao nosso jornal que  o valor atribuído era bastante irrisório e não correspondia às aspirações da instituição que dirige, no entanto, entende que tal tem a razão de acontecer, devido à crise financeira. “5 milhões é uma gota no meio do oceano, para uma representação condigna. Estava planificado, no mínimo, levar cerca de 10 atletas para estágio competitivo em países como a vizinha África do Sul, com boas condições, de modo a conferir-lhes competitividade”, frisou Nhamposse.

A selecção nacional possui 32 atletas pré-convocados, que trabalham com quatro treinadores, prevendo-se, nos próximos dias, a chegada de mais um treinador de nacionalidade cubana.

O orçamento que o Governo disponibiliza visa suportar as despesas de transporte, alimentação e subsídio de treinos.

Igual “sorte” tiveram as federações nacionais de Natação e de Ténis, que de 6 e 3 milhões de meticais que esperavam, receberam 3 e 1.2 milhões de meticais, respectivamente.

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