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Exploração de recursos em carteira: Projectos não andam por falta de dinheiro

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A EXIGUIDADE de meios financeiros continua a constituir impedimento para a implementação de projectos de exploração de recursos naturais em carteira, segundo tese defendida pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia. O ministro falava ontem, em Maputo, na abertura de um seminário internacional subordinado ao tema “Gestão de Recursos Naturais na África Subsahariana: Consequências e Opções de Políticas para África”, um fórum para a troca de experiências sobre a gestão sustentável de recursos minerais.

Além de representantes de governos e de bancos centrais de países da África Subsahariana, o encontro junta igualmente membros da sociedade civil e de instituições académicas e de pesquisa.

Na opinião de Cuereneia, a gestão dos recursos naturais é uma matéria transversal e complexa, que interage com todo o universo de políticas e estratégias de desenvolvimento, o que exige dos governos africanos a busca incessante de modelos mais adequados, assentes numa maior inclusão e sustentabilidade para tornar as fontes de financiamento mais estáveis e previsíveis.

Ao longo dos últimos anos numerosos países africanos têm feito esforços gigantescos na implementação de reformas políticas e institucionais visando a estabilidade social e macroeconómica, reconhecendo serem estas as pedras angulares para a atracção do investimento privado, tanto nacional como estrangeiro.

Cuereneia observa, porém, que as economias africanas, apesar de pequenas, tendem a ser mais abertas, mas ainda prevalece a elevada dependência externa, situação agravada pelo facto delas produzirem e exportarem basicamente matérias-primas, com uma estrutura ainda diversificada.

Por seu turno, o Governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, entende que a exploração adequada de recursos naturais passa por políticas públicas integradas, parcerias público-privadas orientadas a multiplicar a geração de rendimentos e a atrair investimentos nos programas de desenvolvimento e combate à pobreza.
“Temos a plena consciência de que o nosso continente, em geral, e cada um dos nossos países, em particular, ainda não foram capazes de proporcionar ao mundo, em quantidade e qualidade desejadas, empresas especializadas em exploração, transformação e comercialização de recursos naturais não renováveis”, indicou Gove.

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