CEREAIS - Milho mantém-se estável



Escrito por Jornal Noticias
Sexta, 30 Julho 2010 12:33

Os preços de milho mantevem-se estáveis na maioria dos mercados retalhistas monitorados pelo Sistema de Informação sobre Mercados Agrícolas (SIMA) no período compreendido entre os dias 19 e 26 de Julho corrente. Os comerciantes entrevistados disseram que esta estabilidade de preços está relacionada com a disponibilidade do produto nas zonas de produção.
Entretanto, houve mercados que registaram quedas no preço deste cereal. Por exemplo, a cidade de Chókwè registou uma queda de 12 porcento onde o consumidor passou a pagar 7,45 meticais o quilograma. Outro mercado que registou queda foi o mercado da vila de Mutarara em 15 porcento passando o milho a custar 9,71 meticais o quilo contra 11,43 meticais o quilograma da semana passada. O único mercado que registou subida foi o de Lichinga em 11 porcento atingindo 5,71 meticais o quilo.
Em termos de fluxo destaca-se que no mercado de Xiquelene arredores da cidade de Maputo deu entrada de milho proveniente de Manica concretamente do distrito de Catandica enquanto que o mercado de Xai-Xai tem disponível milho produzido no distrito de Guijá. O mercado de Gorongosa recebeu milho vindo de Nhamaze e as cidades de Manica e Chimoio tem à venda milho produzido na respectiva província concretamente em Gondola e Mavonde. O mercado da cidade de Quelimane tem à venda milho dos distritos de Mocuba e Morrumbala.
Na cidade de Nampula deu entrada de quantidades reduzidas de milho na presente semana e como habitual é proveniente da Zambézia(Alto-Ligonha) entretanto, em Ribaué houve maior oferta de milho vindo das povoações de Itupa, Nachilapa e Mesa. No mercado da cidade de Pemba entrou 50 toneladas de milho de Ancuabe enquanto que Lichinga recebeu dos distritos de Sanga e Lichinga.
Outros produtos como feijão manteiga, as cidades de Manica e Chimoio receberam nesta semana feijão manteiga proveniente de Barué e Chitunga onde, os comerciantes pagaram preços que variaram de 120,00 a 150,00 meticais a lata de 5 litros. Os mercados de Quelimane e Tete têm disponível feijão manteiga vindo de Gurué comprado a preços que variaram de 18,00 a 20,00 meticais o quilo enquanto que o mercado de Nampula tem à venda feijão manteiga proveniente de Alto Molócuè e Lichinga onde os preços de aquisição variaram de 17,50 a 20,00 meticais o quilograma e 350,00 meticais a lata de 20 litros respectivamente. Lichinga está a comercializar feijão manteiga de produção local.
O feijão nhemba à venda na cidade de Tete é proveniente de Macanga adquirido ao preço de 8,50 meticais o quilo em Mutarara o feijão nhemba foi adquirido no posto Administrativo de Charre onde foi comprado ao preço de 360,00 meticais a lata de 20 litros. Na cidade de Quelimane deu entrada de feijão nhemba vindo de Guruè comprado ao preço que variou de 190,00 a 200,00 meticais a lata de 20 litros. Na cidade de Pemba deu entrada de 40 toneladas de feijão nhemba trazido de Chiúre e comprado ao preço de 7,00 meticais por quilograma.
Em termos de Amendoim: o mercado de Bazuca arredores da cidade de Maputo recebeu nesta semana amendoim grande de Pemba enquanto que o mercado de Massinga recebeu amendoim pequeno de Nampula e os comerciantes pagaram 22,00 meticais pelo quilogarama. A vila de Gorongosa deu entrada de amendoim pequeno vindo do posto Administrativo de Vunduzi onde os comerciantes adquiriram ao preço de 100,00 meticais a lata de 5 litros.
O mercado de Chimoio recebeu amendoim pequeno e grande proveniente do posto Administrativo de Mavonde adquiridos aos preços de 130,00 e 120,00 meticais a lata de 5 litros respectivamente. Na cidade de Pemba deu entrada de 60 toneladas de amendoim grande trazido de Namuno sede onde o preço de aquisição foi de 14,00 meticais o quilo.
ARROZ TENDE A RECUPERAR
O preço do arroz está estabilizado, após um período de baixas sucessivas entre os meses de Maio e Junho do ano em curso. A baixa de preços decorreu de vários factores, dentre eles a redução em 25 porcento dos preços internacionais do arroz entre Janeiro e Abril de 2010, do recuo em 52 porcento das exportações brasileiras no período de 2009/2010, queda do dólar proporcionando a competitividade das importações, bem como, a ausência de mecanismos de suporte dos preços pelo governo.
No Brasil as informações disponíveis indicam que os preços do arroz em casca estabilizaram-se. Entre o início do mês de Maio e o final do mês de Junho, no Rio Grande do Sul, o preço médio do arroz em casca havia recuado 10,2 porcento, o equivalente a USD 1,7 por saco de 50 Kg. O arroz em casca está cotado em média a USD 14,97 por saco de 50 Kg, contra USD 14,76 por saco de 50 Kg na semana anterior e USD 16,43 na primeira semana de Maio.
Os preços do arroz em casca, no Estado, acumulam uma leve alta de 1,4 porcento em uma semana, uma baixa de 0,9 porcento nos últimos 30 dias e de 4,4 pocento em relação ao mesmo período do ano passado. Os preços do arroz em casca ao produtor do Rio Grande do Sul, para um produto com 58 porcento a 60 porcento de grãos inteiros, oscilam em entre USD 14.73 e USD 15.3 por saco de 50 Kg, FOB produtor.
Para 2010/2011, a projecção é de preços médios mais baixos no mercado interno, em função do favorecimento da produtividade média nas áreas irrigadas do Sul, o que poderá aumentar a produção nacional para uma faixa entre 12,6 e 12,8 milhões de toneladas, que supera a demanda interna estimada em 12,5 milhões de toneladas.
Para o período de 2010/2011 a expectativa é de um aumento da produção mundial e dos respectivos stocks e uma maior oferta e demanda interna e elevação dos stocks de passagem no Brasil.