Combate à pobreza: Guebuza critica cépticos



Escrito por jornal noticias
Quarta, 01 Junho 2011 06:33

Combate à pobreza: Guebuza critica cépticos
O PRESIDENTE da República, Armando Guebuza, criticou os que ainda não acreditam que a pobreza vai acabar em Moçambique, sublinhando que o Governo continua empenhado na busca de soluções para acelerar a luta contra este mal que afecta a maioria da população no país.
Falando segunda-feira, num comício popular que orientou no posto administrativo de Nihessiue, distrito de Morrupula, na província nortenha de Nampula, Guebuza disse que a preocupação do Governo é ver a pobreza passar para a história mas, apesar dos vários feitos contra este mal ainda existem pessoas que duvidam que ela pode chegar ao fim.
O Chefe do Estado destacou, neste comício que marcou o início da presidência aberta à província de Nampula, que o mais importante para se garantir a vitória nesta luta é que todos os moçambicanos avancem unidos no trabalho, no reforço da paz e da unidade nacional.
”Nós todos unidos logramos vencer o colonialismo português. Depois lutamos e triunfamos na luta pela paz. Por isso, unidos e em paz podemos vencer a pobreza”, disse Guebuza, vincando que quando não há paz há destruição.
O Presidente Guebuza, reconheceu que há ainda um longo caminho por percorrer, ressaltando que a lição que se pode tirar dos feitos dos moçambicanos nesta luta é a necessidade de continuarem a trabalhar decididos e confiantes de que ela vai conhecer o seu fim da mesma forma que venceram o colonialismo e acabaram com a guerra.
Guebuza destacou que o Governo já identificou algumas formas para acelerar a luta contra a pobreza, entre as quais a criação dos conselhos consultivos que têm a missão de decidir sobre a aplicação e atribuição do fundo dos “sete milhões”, instituído em 2006, que é alocado a cada um dos 128 distritos no país, incluindo os distritos municipais.
“A nossa preocupação é encontrar todos os caminhos que nos conduzirão à vitória nesta luta. Por isso, estamos aqui para ouvir as vossas dificuldades e sugestões sobre as melhores vias que podemos usar para avançarmos”, disse o Presidente Guebuza.
Na ocasião, os populares de Nihessiue, um posto administrativo com cerca de 40 mil habitantes, localizado há pouco mais de 100 quilómetros da cidade de Nampula, capital da província com o mesmo nome, queixaram-se ao Presidente da falta de escolas, hospital, energia, água, investimentos para a garantia de emprego, banco para depositarem as suas economias, entre outras infra-estruturas sociais.
Tecendo considerações sobre as preocupações apresentadas pela população, o Chefe do Estado disse que elas mostram claramente que Moçambique ainda é pobre porque existem coisas básicas que o país ainda não possui. Também, demonstram que o Governo está no caminho certo porque é impossível ter tudo ao mesmo tempo.
“Temos que continuar a trabalhar pelo desenvolvimento pois, a água é um bem precioso e indispensável que todos devíamos ter, mas alguns ainda não a têm”, concluiu o Presidente moçambicano.
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