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PR a-propósito do MARP: Corrupção não compensa

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PR a-propósito do MARP: Corrupção não compensa

O Presidente Armando Guebuza disse que a corrupção e o crime não compensam os esforços em curso visando a consolidação da cultura de diálogo, da democracia multipartidária e da boa governação.
Falando ontem, em Maputo, na cerimónia de lançamento do relatório sobre o Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), o Chefe do Estado afirmou que na agenda nacional de luta contra a pobreza cada um se apropriou de espírito aberto e com valiosas contribuições para os resultados que o país regista em vários domínios.

Ajuntou que cada cidadão moçambicano apoderou-se do processo para conferir maior visibilidade à abertura colectiva, à pluralidade de pontos de vista, ao acolhimento a diferentes sensibilidades e ao compromisso de transformar as diferenças em sinergias capazes de levar o país a superar mais obstáculos e a catapultar o desenvolvimento.

Guebuza referiu-se ao crescimento económico que o país tem vindo a registar, bem assim aos avanços na governação, traduzidos pela promoção e consolidação da democracia multipartidária e o cultivar do espírito de cidadania.

O relatório do MARP, ontem entregue ao Governo, enaltece igualmente “diversos sucessos na governação”, incluindo na implementação do Acordo Geral de Paz, estabelecimento de instituições de desenvolvimento e de uma plataforma de diálogo e redução dos índices de transmissão do HIV/SIDA da mãe para o bebé.

Todavia, o responsável pelo acompanhamento da operacionalização deste processo em Moçambique, o antigo estadista liberiano Amos Sawyer, referiu-se também a alguns desafios que o Governo deverá ter em conta, “incluindo na separação do partido e Estado, violência doméstica, altos índices de analfabetismo, desigualdades do género, entre outros”.

Na sua intervenção, Sawyer apelou a todos os intervenientes e parceiros de desenvolvimento de Moçambique a apoiarem o programa nacional de desenvolvimento.

A avaliação do MARP, instrumento africano para o qual já aderiram cerca de 30 países, considera os capítulos de democracia e governação política; governação e gestão económica; governação corporativa; desenvolvimento socio-económico e questões transversais, que incluem aspectos de pobreza e desigualdades; ligação partido, governo e negócios; HIV/SIDA; propriedade da terra, entre outros.

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