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Serviço cívico: Exército para o desenvolvimento

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Serviço cívico: Exército para o desenvolvimento

O MINISTRO da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, explicou ontem a essência do Serviço Cívico, afirmando tratar-se de um exército não para fazer a Guerra, mas sim para a construção e desenvolvimento económico e social do país.
Filipe Nyusi fez tais explicações ao conferir posse a novos quadros do Ministério da Defesa que irão dirigir aqueles serviços.

Assim, tomaram posse o Coronel Raimundo Aissa, Chefe do Departamento dos Recursos Humanos; Tenente Coronel Raimundo Ganje, Chefe do Departamento de Finanças; Coronel Guilherme Augusto, Chefe do Departamento de Logística e Coronel Tarcísio Ernesto, Chefe do Departamento das Actividades Produtivas.

Segundo Filipe Nyusi, a Constituição da República preceitua no seu número três do artigo 367, a existência de um Serviço Cívico, em substituição e complemento do Serviço Militar para todos os cidadãos não sujeitos a deveres militares.

A missão deste serviço, segundo Nyusi, consiste em dotar a juventude de conhecimentos, habilidades e valores culturais por forma a contribuir positivamente para o desenvolvimento social e económico do país.

Dirigindo-se aos empossados, o Ministro da Defesa Nacional afirmou que as nomeações para este serviço se conformam com os objectivos estratégicos do sector que dirige e interpretam na letra o Programa Quinquenal do Governo.

“Vos tendes a partir de hoje uma responsabilidade acrescida de formar o cidadão patriota de referência, de fazer saber aos jovens, de oferecer uma vocação, de unir o país. Uma responsabilidade de reduzir assimetrias, um exercício de combater o espírito de estender a mão ou a tendência de lamentar por ter nascido pobre”, disse.

O titular da pasta da Defesa Nacional referiu ainda que os quadros empossados tem a responsabilidade de moldar o cidadão de referência com o amor ao povo e a pátria.

O Ministério da Defesa Nacional anseia um serviço cívico de Moçambique mais competente e criativo, com sentido de nação; um serviço sustentável, uma escola autêntica da cidadania, uma unidade pronta para missões humanitárias e públicas, um serviço que produz reservas para as Forcas Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Nyusi reafirmou a total disponibilidade do seu ministério para a implementação com sucesso do projecto de serviço cívico. Na ocasião manifestou o seu comprometimento bem assim o das FADM no sentido de levar a sua parte, no quadro da legislação de colocação de recursos, incluindo humanos para o sucesso deste projecto.

“O colectivo do serviço cívico que hoje toma posse e se junta ao seu comando deverá fazer o mesmo no âmbito da sua actuação”, afirmou o ministro.





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