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Deixar de ser pobre é um direito nosso - defende PR que hoje toma parte na cimeira da SADC na Namíbia

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Deixar de ser pobre é um direito nosso - defende PR que hoje toma parte na cimeira da SADC na Namíbia

O PRESIDENTE Armando Guebuza defende que deixar de ser pobre é um direito dos moçambicanos, para além de ser uma das componentes dos Direitos Humanos.


“(…) Hoje, dizemos mais uma vez, que o direito de não ser pobre é nosso, é um direito humano”, declarou o Chefe do Estado, falando na noite de quarta-feira durante o jantar de gala oferecido pelo seu homólogo namibiano, Hifekepunye Pohamba, no primeiro dia de uma visita oficial de dois dias à Namíbia.

Por isso, disse Guebuza, a agenda nacional de Moçambique está concentrada no combate à pobreza.

O Presidente advertiu ainda que o caminho é muito longo e difícil e que ninguém irá construir o país a não ser os próprios moçambicanos.

Aliás, disse o estadista, nem mesmo os melhores amigos de Moçambique serão capazes de reconstruir o país, à semelhança daquilo que aconteceu com a luta pela independência que teve que ser feita pelos próprios moçambicanos.

“Eles (os amigos de Moçambique) podem nos dar uma ajuda generosa, algo que já estão a fazer e que estamos gratos por isso, mas são os moçambicanos que terão de assumir a liderança do processo para o seu próprio desenvolvimento”, sublinhou.

“Para fazer da pobreza história vamos continuar a trabalhar arduamente, consolidando a paz e unidade nacional”, acrescentou.

Refira-se que no primeiro dia da visita de Guebuza a Namíbia ambos os países assinaram um acordo para a supressão de vistos e um memorando de entendimento para a cooperação política e diplomática.

O acordo para a supressão de vistos é considerado um catalisador para a integração regional. Por isso, na sua intervenção, Pohamba disse que a integração regional é um catalisador para um crescimento económico acelerado.

Para o efeito, disse Pohamba, a Namíbia vai continuar a promover projectos de integração regional, tais como o Corredor Walvis Bay-Maputo.

Na capital namibiana, Guebuza visitou na manhã de hoje uma empresa vocacionada ao processamento de pescado, a “Hangana Seafood”.

A Hangana é a segunda maior empresa de pesca e processamento de pescado na Namíbia, a seguir à espanhola Pescanova. Ela tem uma capacidade para processar cerca de 17 mil toneladas de peixe por ano, e exporta para muitos países da Europa, incluindo Portugal, Espanha, Itália e Austrália.

No início da tarde Guebuza também visitou uma mina de diamantes denominada 'Nambed', na região de Karas. A cooperação entre Moçambique e Namíbia na área de minas reveste-se de uma importância particular para Moçambique, pois este país da África Austral já possui muita experiência em termos de tecnologia e legislação.

O mesmo sucede na área de pescas, onde a Namíbia possui larga experiência e conhecimentos.

No fim do dia o Presidente Guebuza manteve um encontro com a comunidade moçambicana residente neste país da África Austral.

Hoje, sexta-feira, Guebuza deverá participar na cimeira extraordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, que tem como principais pontos de agenda a crise política em Madagáscar, avaliação do grau de implementação do Acordo Político Global no Zimbabwe e análise do Tribunal da SADC.

 

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