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Guebuza apela ao não regresso à guerra

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Guebuza apela ao não regresso à guerra

Presidência aberta e inclusiva em Marínguè
Marínguè foi um dos bastiões da Renamo durante a guerra dos 16 anos, que opunha os chamados “ex-rebeldes armados” e o governo da Frelimo. Hoje, ainda existem muitos ex-guerrilheiros da Renamo em Marínguè, por isso continuam a ser uma ameaça à segurança do país
O Presidente da República, Armando Guebuza, apelou esta terça-feira à população e aos ex-guerrilheiros da Renamo para não permitirem que a guerra retorne ao país, sublinhando que “a guerra é um mal que se alimenta de sangue e perpetua o sofrimento”.

Guebuza falava, ontem, durante um comício popular que orientou na localidade de Nhamapaza, distrito de Marínguè, no segundo dia da sua “presidência aberta e inclusiva” à província de Sofala, onde destacou que os moçambicanos sabem muito bem quais são os males que a guerra provoca.

“Não podemos deixar que a guerra volte. Hoje, por causa da paz, já podemos circular e trabalhar a vontade”, disse Guebuza naquele encontro bastante concorrido.

Marínguè é um dos quatro distritos escolhidos para a presente fase da sua visita de trabalho, de quatro dias, àquela província do Centro do país e que termina amanhã.

A questão da guerra foi ainda referenciada por alguns cidadãos que intervieram no comício, sublinhando que “aqui em Marínguè ainda há homens armados no mato que nos impedem de trabalhar a terra”. Aliás, a população de Marínguè entende que os homens armados só denigrem a imagem e o bom nome dos que defendem a paz e que querem apagar as feridas deixadas pela guerra civil dos 16 anos.

“Estamos a ser sujados por esses homens armados. Por onde passamos, basta identificarmo-nos como oriundos de Marínguè, somos confundidos com eles”, disse um residente daquele distrito.

Eles referiam-se claramente à permanência de ex-guerrilheiros do partido de Afonso Dhlakama naquela região, que durante a guerra civil foi um dos bastiões daquele antigo movimento rebelde.

A guerra e o seu impacto

Num outro desenvolvimento, Guebuza explicou as populações que, por causa da guerra nos países produtores do petróleo, a vida em Moçambique também está a tornar-se difícil devido à alta de preços que tal situação provoca.

Segundo Guebuza, como Moçambique não é produtor do petróleo, a situação complica-se ainda mais. Por outro lado, o presidente pediu para que os moçambicanos potenciem o que produzem como forma de minimizar os efeitos das actuais crises, incluindo a alimentar.

“Temos que procurar recorrer ao que produzimos para não termos que ficar à espera do que vem de muito longe”, disse Guebuza, referindo que Moçambique tem condições naturais para produzir o trigo, por exemplo.

Ademais, Guebuza indicou que a mandioca e a batata-doce podem também substituir o pão feito a partir do trigo.

Guebuza congratula-se com redução de casos de cólera e malária

O Chefe do Estado congratulou-se com o trabalho das autoridades sanitárias da província de Sofala, pela acentuada redução de casos de cólera e malária naquela região do Centro do país.

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