Valeu o diálogo - reage Evaristo Wanela, da ADEMIMO



Escrito por jornal noticias
Quarta, 16 Fevereiro 2011 07:58

O presidente da Associação dos Deficientes Militares (ADEMIMO), Evaristo Wanela, reagiu com satisfação a aprovação pelo Governo da Política sobre o Combatente e a respectiva estratégia, documentos estes que serão submetidos ao Parlamento.
“Valeu a pena dialogar”, disse, visivelmente feliz, acrescentando que o facto de o Executivo ter aprovado tais instrumentos, “só vem demonstrar, uma vez mais o seu comprometimento para com a causa dos desmobilizados”.
“A nossa expectativa neste momento é ver estes documentos apreciados e aprovados pela Assembleia da República. Tratando-se de uma questão de interesse nacional e que independentemente da vontade dos políticos, quero acreditar que os deputados vão agilizar a aprovação dos instrumentos agora aprovados pelo Governo. Nós já esperamos muito e temos agora a certeza de que o Governo está a atender as nossas preocupações”, disse.
O nosso entrevistado explicou que já em 2008 o Executivo aprovou uma resolução para a reintegração dos militares e deficientes militares, tornou o Estatuto do Combatente mais inclusivo e abrangente como um sinal da sua vontade em atender aos 18 pontos que apresentamos para negociação.
“Como pode verificar, estes são assuntos muito complexos que estão a ser atendidos em tempo útil. Em 120 dias o Governo logrou aprovar a política e o regulamento e este é um sinal de que todos os outros pontos que apresentamos também estão a ser analisados”, referiu.
Por seu lado, Lucas João, combatente pela soberania, apelou que todos os combatentes se juntassem ao Governo nos esforços que está a realizar para melhorar a sua condição de vida e valorizar o seu papel.
“Nós combatentes temos que entender que não somos uma elite neste país. Nós fazemos parte dos mais de 16 milhões de moçambicanos que enfrentam o inimigo principal que é a pobreza. O importante neste momento é prosseguirmos com o diálogo aberto e franco para lograrmos sucessos neste processo de negociação. Com violência não vamos longe”, advertiu, ajuntando ainda que “nós combatentes responsáveis distanciamo-nos de quaisquer que sejam as tentativas de alguns colegas nossos que pretendem perturbar todo este ambiente de diálogo que já iniciamos com o Governo”.
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