SADC preocupada com imigração ilegal



Escrito por jornal noticias
Terça, 25 Janeiro 2011 07:47

A comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), de que Moçambique faz parte, está aberta à entrada de cidadãos estrangeiros, desde que tal observe as normas e a legalidade. Moçambique em particular regista nos últimos tempos uma entrada galopante de imigrantes ilegais, tal como aconteceu semana passada em que 133 bengalis e paquistaneses foram detidos na posse de vistos de entrada falsos e documentos falsificados.
O Secretário Executivo da SADC, o moçambicano Tomaz Salomão, afirmou há dias em Maputo que o que se verifica é que há muitos ilegais a entrar no espaço comunitário, sobretudo em Moçambique, uns a fugir de conflitos e guerras nos seus países e outros, possivelmente, envolvidos em redes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
“É condenável a entrada em massa de imigrantes ilegais, que muitas das vezes estão ligados ao tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro, disse Tomaz Salomão .
O caso mais recente ocorreu na terça e quarta-feira da semana passada, quando as autoridades detiveram 133 cidadãos bengalis e paquistaneses que entraram no país ilegalmente, facto que serviu de chamada de atenção para os moçambicanos e para outros países da região.
Para Tomaz Salomão é inadmissível que metade dos passageiros de um avião seja ocupada por imigrantes ilegais. Afirmou que esta não é a primeira vez que se vê confrontado com situações do género e que já havia presenciado cenas idênticas no Botswana.
O Secretário Executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) anunciou para breve a realização de um encontro entre os comandantes gerais da polícia e da imigração da região para debater o problema da imigração ilegal.
Tomaz Salomão disse ainda que a região está também a braços com o problema da pirataria marítima, tendo apontado como exemplo as Seicheles, um país de 90 mil habitantes que viu a sua economia sofrer queda em quatro por cento devido a acção dos piratas do mar, maioritariamente oriundos da Somália.
Tomaz Salomão disse que a região austral de África está em paz e estabilidade, mas que em 2010 viveu momentos muito difíceis devido à crise mundial, que se fez sentir de formas diferentes, com a perda de um milhão de empregos na África do Sul, de mercados de exportação na Suazilândia e no Lesotho e o agravamento dos défices de outros países.
* AIM
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