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Dhlakama nas bases

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O lider da Renamo, Afonso Dhlakama, realiza  a partir deste mês um périplo por todas as províncias do país, com o objectivo de avaliar a actual  a situação económica, política e social do país.
De acordo com Fernando Mazanga, porta-voz do partido, a deslocação surge também na sequência  das recomendações do último encontro da Comissão Política Nacional, realizado no último trimestre do ano transacto na cidade de Nampula.

“Neste encontro, os participantes recomendaram à presidência do partido no sentido de se continuar com o trabalho de contacto com  a população no sentido de se medir o pulsar da vida política, económica e social do país”, afirmou Mazanga.

Segundo a fonte, a questão das manifestações de repúdio aos resultados eleitorais de 2009 “continuam na nossa ordem do dia”, sendo por isso de admitir que o assunto seja aflorado nos encontros que Dhlakama irá manter com as suas bases de apoio.

Mazanga disse que o trabalho nesse sentido teve início no ano passado, quando nos meses de Novembro e Dezembro, Afonso Dhlakama visitou os distritos de Nacala-Porto, Moma, Angoche e cidade de Nampula, todos na província de Nampula.

Por outro lado, o porta-voz da Renamo revelou que o seu partido tomou a iniciativa de formar um grupo de trabalho que irá dialogar com o partido no poder, a Frelimo, sobre o desenvolvimento da democracia multipartidária no país.

“Queremos propor conversações, muito embora a actual liderança da Frelimo não goste de chamar conversações mas diálogo. Prendemos abordar três pontos, sendo que  o primeiro relaciona-se com a preservação da democracia multipartidária no país que deveria ser construída à base do Acordo Geral de Paz (AGP) mas que agora está a ser escamoteada nessa vertente.

O segundo ponto tem a ver com a necessidade de se criar uma nova ordem política nacional que deve ter como base a entrega da independência nacional aos moçambicanos e não a um grupo de indivíduos que se auto-intitula donos do país porque, alegadamente, estiveram em Nachingweia e lutaram pela independência, esquecendo-se que moçambicanos houve que lutaram na clandestinidade pelo fim do colonialismo no país”, disse Mazanga.

O terceiro ponto de diálogo que a Renamo deseja realizar com a Frelimo, prende-se com a situação social e económica que o país atravessa.

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