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Caia vai ter hospital rural até Dezembro

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Estão já na fase conclusiva as obras de ampliação e reabilitação do Centro de Saúde de Caia para sua transformação em hospital rural previsto para entrar em pleno funcionamento a partir de Dezembro próximo com objectivo de cobrir parte significativa da faixa do vale do Zambeze, nomeadamente na assistência de doentes provenientes das regiões de Mopeia, Chemba, Marínguè, Cheringoma e do próprio distrito anfitrião. Trata-se de um projecto inicialmente avaliado em 142.218.659,68 meticais desembolsados do Orçamento do Estado e com ajuda de alguns parceiros de cooperação que actuam nesta componente. Com efeito, o Ministério da Saúde começou já a concentrar alguns recursos humanos e materiais nesta unidade hospitalar, sendo que os anteriores serviços do bloco operatório do então Hospital Rural de Inhaminga, em Cheringoma, ora transformado em Centro de Saúde, ficam inactivos, passando-se para Caia.

De acordo com o administrador de Caia, José Cuela, o projectado Hospital Rural na sua área de jurisdição vai minimizar as actuais dificuldades na prestação da desejada melhor qualidade de saúde primária na região. Neste momento, entretanto, os doentes em estado crítico da zona são evacuados para vizinha cidade de Quelimane que dista aproximadamente 200km ou mesmo para o Hospital Central da Beira localizado a cerca de 500km para o seu atendimento em simples casos de raio-X.

Por outro lado, o Hospital Rural de Mutarara, em Tete, tem sido outra alternativa na assistência de doentes provenientes de Caia sobretudo da fortaleza do posto administrativo de Sena. Por isso mesmo, reina na região grande ansiedade para o funcionamento desta futura unidade sanitária de referência.

Exemplo disso, o chefe dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social em Cheringoma, Roberto Chiconda, revelou que, consequentemente, o funcionamento do bloco operatório no Centro de Saúde de Inhaminga passa assim para tempo indeterminado e casos de doentes que necessitam de intervenção de urgência passam a ser assistidos em Caia que dista a menos de 100km. Desta forma, entende que o processo vai trazer múltiplas vantagens mormente na prestação do Serviço Nacional de Saúde e contenção de fundos destinados aos meios circulantes na evacuação dos enfermos.
Durante longos anos, entretanto, a zona norte da província de Sofala apenas contava com o Hospital Rural de Inhaminga como de referência na cobertura dos distritos de Cheringoma, Muanza, Caia, Chemba e Marínguè, enquanto o Hospital Rural de Marromeu sempre foi da responsabilidade da indústria açucareira local com o pessoal e medicamentos do Serviço Nacional de Saúde. O bloco operatório do Hospital de Inhaminga chegou a prestar serviços de raio-X que, no entanto, viriam a ser interrompidos por falta de um especialista desta área.

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