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Não há ruptura de anti-retrovirais - garante porta-voz do Ministério da Saúde, Leonardo Chavana

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O Ministério da Saúde garante que não há ruptura de stock de medicamentos anti-retrovirais no país, apesar do atraso que se regista na chegada de uma remessa de fármacos encomendados ao fornecedor no primeiro trimestre deste ano. Actualmente, segundo o porta-voz daquele Ministério, Leonardo Chavana, pouco mais de 217 mil doentes de SIDA beneficiam de tratamento anti-retroviral, número que o Governo diz estar apostado em aumentar. De acordo com Chavana, no princípio do ano o Governo encomendou cerca de 24 milhões de dólares em medicamentos anti-retrovirais aos fornecedores, remessa que, de acordo com as projecções iniciais, deveria ter chegado ao país até finais de Maio, mas que não chegou por razões ligadas à demora na origem. Após a reprogramação, a chegada dos medicamentos ficou marcada para Agosto, razão por que a fonte disse acreditar que os mesmos poderão chegar ao país a qualquer momento.

“Mas uma coisa podemos assegurar, que apesar dessa demora na chegada dos medicamentos nenhum doente já ficou sem fazer tratamento por falta de medicamentos. Ou seja, os stocks de medicamentos disponíveis são suficientes para garantir a manutenção da oferta a níveis aceitáveis, até que a disponibilidade seja incrementada com a chegada da remessa”, disse Chavana.

O aumento do número de pessoas beneficiando de tratamento anti-retroviral figura entre as prioridades definidas pelo Governo na actual fase do programa de prevenção e combate ao HIV/SIDA, numa altura em que os beneficiários representam apenas 40 porcento do universo de doentes que necessitam de tratamento.

Outra prioridade definida é a educação sanitária, sobretudo dos jovens, olhando para aquilo que são os indicadores trazidos à superfície pelo relatório preliminar do inquérito sobre prevalência recentemente divulgado pelo MISAU.

Segundo estatísticas divulgadas pelo Ministério da Saúde, o número de pessoas que beneficiam de tratamento anti-retroviral no país tende a crescer nos últimos tempos, sendo que em finais de Janeiro de 2010 se situava em 174.554 pessoas, 177.510 em finais de Fevereiro e 182.180 em finais de Março, no fecho do primeiro trimestre do ano.

Do universo de doentes que estavam em tratamento anti-retroviral até finais do primeiro trimestre deste ano 63 porcento eram mulheres com pelo menos 14.652 crianças com idades abaixo dos quinze anos.

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