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Trinta polícias detidos por práticas corruptas

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Trinta agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) foram presos de Janeiro a esta parte, indiciados de envolvimento em actos de corrupção, segundo revelou ontem, Pedro Cossa, Porta-voz do Comando Geral da Polícia. Falando por ocasião do Dia da Legalidade que hoje se assinala  no país, Cossa disse que parte dos agentes em causa já foi julgada e condenada, e outra continua a aguardar o desfecho dos seus processos. De entre as práticas ilegais de que os homens da lei e ordem são acusados, constam extorsões, aluguer ou fornecimento de armas de fogo a malfeitores ou associação/colaboração com grupos de criminosos, cobranças ilícitas, entre outras anomalias. Contudo, ao que vincou, a detenção destes agentes não representa o fim do combate a actos ilícitos dentro da corporação, mas sim uma das etapas que vem sendo travada contra a corrupção no seio da polícia.

Aliás, Pedro Cossa salientou que o grande apelo da força para as pessoas continua sendo o da necessidade de continuarem a denunciar todos os casos de ilegalidades que acontecem tanto dentro da polícia, assim como nas comunidades. Ao que explicou, o combate à criminalidade só poderá lograr efeitos desejados com o envolvimento de todos.

Uma das apostas para que tal surta efeitos desejados, prende-se, segundo ele, com a redução do rácio de cobertura polícia/cidadão. Neste momento o rácio indica que um polícia está para 1000 pessoas quando o ideal seria um polícia para 350 pessoas.

Cossa sublinhou que, a Administração da Justiça tem estado a registar com alguma apreensão os casos de violação sexual de menores, sobretudo naqueles casos que envolvem os próprios progenitores. Noutros casos, as vítimas são violadas sexualmente e assassinadas, de onde os autores dos crimes acabam retirando parte dos seus órgãos para fins até aqui desconhecidos. Esta situação, na sua óptica, requer um estudo aprofundado de psicólogos e sociólogos.

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