Ponte Armando Guebuza: Mais projectos sociais nascem em Chimuara



Escrito por Jornal Noticias
Terça, 02 Novembro 2010 07:56

A nação moçambicana testemunhou há pouco mais de um ano a inauguração da Ponte Armando Emílio Guebuza, ligando o país em toda a sua dimensão. Hoje os frutos são imensos porque o empreendimento já vai dando o seu inestimável contributo ao desenvolvimento do país ou, se quisermos, no combate à pobreza absoluta. A par, entretanto, desta grande obra, o projecto da sua reabilitação contemplava alguns projectos sociais. Uns já estão em curso, mas outros ainda aguardam a sua vez.
Trata-se, numa primeira fase, de actividades basicamente concentradas na região de Chimuara, nomeadamente a conclusão de um centro de saúde com maternidade, casas para enfermeiros, posto policial, secretaria da localidade, para além da reabilitação de uma unidade sanitária na vila-sede distrital de Mopeia.
Por outro lado, arrancou em Chimuara a construção de um mercado, numa altura em que reina muita ansiedade por parte dos moradores da zona. Entre os projectos sociais previstos no âmbito da Ponte Armando Guebuza, na Zambézia, apenas falta o processo de ordenamento territorial da localidade de Chimuara.
Com efeito, o Governo do Japão libertou seis milhões de dólares norte-americanos para a realização das referidas acções para as quais o empreiteiro Soares da Costa, que também esteve envolvido na construção da ponte em consórcio com Mota-Engil, já desenvolve a actividade.
Segundo o chefe de Planeamento e Infra-Estruturas em Mopeia, Arsénio Nobre, reina muita ansiedade no funcionamento do mercado, enquanto o atraso do ordenamento territorial da localidade de Chimuara se deve à falta do projecto final.
A localidade de Chimuara, segundo as previsões, vai ser transformada em posto administrativo, a avaliar pela explosão de desenvolvimento motivada pela implementação de projectos sociais da ponte Armando Guebuza.
Para o administrador de Mopeia, Simão Manuel, a Ponte Armando Guebuza, além de permitir a livre circulação de pessoas e bens do Rovuma ao Maputo, contribuiu no desenvolvimento particularmente das duas regiões vizinhas, nomeadamente as províncias de Zambézia e Sofala.
Enquanto isso, em Sofala, a vila de Caia foi contemplada com o melhoramento do sistema de abastecimento de água potável, construção do mercado, residências para os profissionais do sector da Saúde, entre outros. Entretanto, nenhum destes projectos arrancou em Caia por motivos ainda desconhecidos.
De igual modo, ainda no âmbito destes projectos sociais, as administrações dos distritos de Caia e Mopeia receberam duas viaturas ligeiras, igual número de ambulâncias e quatro motos para fiscalização das actividades e transporte de doentes para hospitais de referência.
A fonte precisou que as actividades de desenvolvimento social na região teriam arrancado há bastante tempo, mas a morosidade das negociações entre os Estados moçambicano e japonês para a libertação destes fundos ditou o atraso na sua implementação.
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