Troço Xai-Xai/Chissibuca estará pronto em Dezembro



Escrito por clara
Segunda, 01 Novembro 2010 10:11

Estão praticamente na sua fase final os trabalhos de reabilitação e ampliação da EN1 no troço entre Xai-Xai, em Gaza, e Chissibuca, na província vizinha de Inhambane, numa extensão de cerca de 95 quilómetros. A obra, a cargo de uma empresa chinesa, está orçada em pouco mais de mil e duzentos e sessenta milhões co-financiada pelo Governo moçambicano e o Banco Mundial.
Segundo informações facultadas ao nosso Jornal pelo delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE), em Gaza, Carlos Brás, as condições no terreno apontam para que, impreterivelmente, até finais do próximo mês de Dezembro o empreendimento esteja concluído.
“O mês de Janeiro de 2011 estará, entretanto, apenas reservado para a realização de pequenos trabalhos de sinalização e limpeza da via. Contudo, não obstante o facto de a estrada ainda não estar totalmente concluída, assistimos com alguma preocupação a uma tendência de automobilistas excederem a velocidade, emocionados pelas boas condições de transitabilidade que a EN1 já pode oferecer. Já foram reportados alguns casos de acidentes de viação e se medidas preventivas não forem tomadas, poderemos ter, particularmente na quadra festiva que se avizinha, as nossas estradas a se transformarem em verdadeiros corredores de morte”, disse o nosso entrevistado.
Até ao momento as obras de reabilitação e ampliação da EN1 foram realizadas num troço de pouco mais de 70 quilómetros, uma extensão que representa uma percentagem de execução de aproximadamente 83 porcento.
Refira-se que as obras, que iniciaram em Janeiro do ano em curso, tiveram várias interrupções particularmente entre Abril e Junho, devido à ocorrência de chuvas num período não habitual.
Refira-se que durante os trabalhos, a massa laboral chegou nalguns momentos a paralisar as actividades em reivindicação de algumas anomalias praticadas pelo empreiteiro, com particular realce para a ausência de contratos de trabalho, não pagamento de horas extraordinárias e falta de assistência médica e medicamentosa.
Missões conjuntas constituídas por técnicos da Inspecção do Trabalho e da Direcção Provincial das Obras Públicas e Habitação tiveram que intervir para mediar o conflito.
Ainda de acordo com o delegado da ANE, situações anómalas como a vandalização da sinalização na rodovia ora em obras assim como a inexistência de vias alternativas para o descongestionamento do tráfego para permitir uma total concentração dos operários nos trabalhos da estrada Xai-Xai/ Chissibuca, constituíram parte das preocupações enfrentadas no decurso da empreitada.
Um total de 456 trabalhadores estão afectos nas obras da EN1, no troço Xai-Xai/Chissibuca.
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