Escrito por Jornal Noticias Sexta, 17 Fevereiro 2012 16:09
O Ciclone “Giovanna”, que se encontra no Canal de Moçambique desde o passado dia 15, registou uma mudança brusca de trajectória, deixando de constituir perigo. A evolução actual do sistema sugere que o nosso país está fora de perigo, sendo que o alerta prevalece nos 16 distritos mapeados até a total dissipação do sistema previsto para os próximos quatro dias.
Moisés Benessene, director do Instituto Nacional de Meteorologia, deu a conhecer ontem, perante o Conselho Coordenador de Gestão das Calamidades, reunido para avaliar a situação, que, porém, a navegação marítima continua ameaçada.
Com a mudança de trajectória o “Giovanna” enfraqueceu e está neste momento na condição de Tempestade Tropical Moderada, podendo gerar chuvas fracas inferiores a 30 milímetros em 24 horas em algumas áreas do território nacional.
Entretanto, a Unidade de Protecção Civil (UNAPROC) mobilizada para Inhambane face ao alerta anterior vai se manter no local até à fase de dissipação do sistema, o mesmo acontecendo com a equipa de monitoria, que deve estar no terreno para ajudar as autoridades locais a identificar zonas seguras para a eventualidade de ocorrência dum novo ciclone.
Dados a que a nossa Reportagem teve acesso dão conta que o sistema ciclónico mudou bruscamente de rota a 450 quilómetros da costa moçambicana, muito próximo de Madagáscar. Para o efeito contribuíram vários factores, entre os quais a frente fria formada no extremo sul do Canal de Moçambique, que precipitou o processo da sua dissipação.
O Ministro da Defesa, Filipe Nhussi, que dirigiu o Conselho Coordenador, o mais alto órgão gestor das calamidades, presidido pelo Primeiro-Ministro, Aires Aly, reconheceu que o país melhorou substancialmente a sua capacidade de previsão do tempo, facto que permite a emissão de alertas para que a população não seja apanhada desprevenida.
Lamentou que ocorram incidentes que resultem em mortes no mar mesmo depois de ter sido dado o alerta. Instruiu as autoridades da Administração Marítima no sentido de serem mais incisivas na proibição dos pescadores de se fazerem ao mar em condições críticas.
Nhussi instou na ocasião para que seja mantida a prontidão, atendendo que ainda se está em plena época chuvosa. Insistiu para uma maior divulgação das medidas de prevenção em caso de ciclones para que a população as conheça e possa agir devidamente em caso de necessidade.
Entretanto, algumas embarcações com motor fora de bordo bem como barcos à vela que operam na baía de Inhambane não se fizeram ontem ao mar em observância aos apelos difundidos pelas autoridades devido a aproximação do “Giovanna”.
Com efeito, a baía de Inhambane apresentou-se com mar muito agitado devido aos ventos fortes que se faziam sentir. Na sequência do mau tempo os operadores da travessia optaram por ancorar, receando o pior.
Os utentes viram-se obrigados a recorrer a apenas dois barcos da empresa Transmarítima de Inhambane, nomeadamente Baía de Inhambane e Magulute, considerados de grande calado.
Além dos ventos fortes que dificultaram a normal circulação de barcos na baía de Inhambane, não foram registados outros sinais da aproximação do “Giovanna”.
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