Actualizado em Quarta, 24 Agosto 2011 09:32 Escrito por nelson Quarta, 24 Agosto 2011 09:24
Pelo menos 30 indústrias na Matola e um número significativo de autocarros e outros veículos utilizam gás natural bombeado a partir de Pande e Temane, na província de Inhambane. Mesmo assim, pouco menos de 40 porcento dos impostos de uso de propriedade pagos em espécie (gás) e menos de três porcento de todo o gás produzido em Moçambique são utilizados no país.
Informações dadas a conhecer por ocasião do lançamento da primeira pedra para a edificação da central de produção de energia a gás de Ressano Garcia, província do Maputo, dão conta que a utilização do gás natural para gerar energia e vendê-la à África Austral, onde actualmente há escassez, permitirá a Moçambique acrescentar valor considerável àquele recurso.
Desde 2004, a África do Sul exporta gás natural de Moçambique através da petroquímica Sasol, que possui títulos de exploração dos jazigos de Pande e Temane, na província meridional de Inhambane. Actualmente, a Sasol explora 147 milhões de gigajoules de gás por ano, o que constitui um aumento da exploração em relação ao consumo inicial estimado em 120 milhões de gigajoules.
Segundo dados do Governo, desta quantidade, apenas pouco mais de três milhões de gigajoules de gás são consumidos no mercado moçambicano, onde o combustível é usado na indústria e no abastecimento de viaturas.
A Gigawatt Moçambique, proponente do projecto de Ressano, indica que devido à sua facilidade de uso, à sua reduzida emissão de carbono e à sua relativa abundância, o gás natural está actualmente a ganhar terreno rapidamente como combustível de escolha para a geração de energia.
Segundo o Ministro da Energia, Salvador Namburete, existe da parte do Governo interesse em que as oportunidades de uso de gás de Pande e Temane sejam aumentadas no país. No caso concreto do parque de geração de energia de Ressano vai iniciar com uma capacidade de produção inicial de 100 megawatts que pode vir a atingir outra dimensão em função dos investimentos a serem realizados no futuro.
“O prazo de concessão deste empreendimento é de 25 anos. Se depois desse período de concessão se ainda houver interesse e condições para o projecto prosseguir vai ser renovado”, disse Namburete.
Dos 30 clientes que usam gás contam-se, oito unidades industriais e outros 22 utilizam gás em substituição de electricidade, diesel, LPG, carvão, entre outros tipos de combustíveis. A título de exemplo, a fábrica Cimentos de Moçambique substituiu o uso de carvão pelo gás natural.
O Governo moçambicano considera importante maximizar o uso de gás natural para o transporte, energia e indústria de modo a reduzir a dependência pelos combustíveis fósseis, cuja importação acarreta elevadas somas em dinheiro para o Estado.
Aliás, o uso do gás natural é uma das medidas apontadas pelo Governo como sendo alternativa aos custos de combustíveis.
Os indicadores apontam, a título de exemplo, que o uso do gás natural nas viaturas pode reduzir em um terço os custos com os combustíveis líquidos.
Fonte: Jornal Noticias.
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