Escrito por Jornal Noticias Terça, 19 Julho 2011 19:51
Mocambique acaba de beneficiar de 161 milhões de dólares norte-americanos para implementar projectos no sector da Educação. Daquele montante, 90 milhões de dólares provêm de um donativo da “Parceria Internacional para o Apoio à Educação”, que congrega a Irlanda, Alemanha e o DFID (Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional), enquanto que os remanescentes 71 milhões de dólares correspondem a um crédito do Banco Mundial e irá cobrir um período de quatro anos.
Para este objectivo foram rubricados ontem, em Maputo, dois acordos de financiamento entre o Governo, representado pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia e o Director Regional do Banco Mundial para Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Laurence Clarke.
O Ministro Aiuba Cuereneia disse na ocasião que os projectos de apoio ao sector de educação têm como objectivos financiar as áreas definidas pelo Plano Estratégico da Educação com principal incidência no ensino primário e secundário, formação de professores, produção e distribuição de livros, apoio directo às escolas e todas as áreas transversais como o desenvolvimento institucional, planificação e gestão do sector da educação.
“O financiamento será ainda aplicado no apoio administrativo institucional, por via do fortalecimento da gestão do sistema administrativo da educação aos vários níveis, particularmente nos distritos. O montante será também aplicado na expansão do ensino primário para assegurar que, em 2015, todas as crianças tenham oportunidade de concluir uma educação básica de 7 classes com qualidade estandardizada”, disse Cuereneia.
Por seu turno, Laurence Clarke afirmou que o montante disponibilizado pelos dois acordos será canalizado através do Fundo de Apoio ao Sector de Educação.
“Os mesmos visam financiar acções que garantam o acesso de qualidade à educação, a melhoria da qualidade, através da formação de professores, o apoio directo às escolas, a distribuição de equipamentos e livros escolares, entre outros”, disse o director regional do Banco Mundial.
Laurence Clarke realçou também que o dinheiro vai fortalecer os sistemas de planificação, administração e gestão que “exigem também o estabelecimento de um forte sistema de monitoria e avaliação associado a um sistema cada vez mais forte de prestação de contas”.
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