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Suspensa administração dos TPM

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No quadro da reestruturação da empresa Transportes Públicos de Maputo (TPM) estão suspensos, desde a passada sexta-feira, todos os membros do Conselho de Administração desta empresa pública, nomeadamente o Presidente do Conselho de administração Interino, Silvestre Constantino e os três administradores Artur Sitoe, Samuel Mariquel e Miguel Mabote.

Um Comunicado de Imprensa distribuído na tarde de ontem pelo Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), indica que a medida foi tomada pelo Ministro da tutela, Paulo Zucula que, no mesmo acto, criou uma comissão de gestão para garantir o normal funcionamento da empresa. Cinco membros compõem a referida comissão, nomeadamente Pedro Mureriua, director nacional dos Transportes e Logística do MTC; Luís Chaúque, Assessor Jurídico do MTC; Lourenço Albino, assessor económico do MTC; Paulino Manhique, director do Tráfego dos TPM e Abrantes Chiloveque, director de Manutenção dos TPM.

Esta suspensao acontece depois de na semana passada a empresa publica ter recuando da decisão anteriormente anunciada sobre o aumento das tarifas em vigor nos seus autocarros na cidade e província de Maputo.

Segundo o jornal Notícias, a decisão de manter as actuais tarifas foi anunciada na tarde de quinta-feira, em Maputo, depois de uma visita efectuada à empresa por uma delegação do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), chefiada pela respectiva Vice-Ministra, Manuela Rebelo. A delegação percorreu a companhia para se inteirar das razões que levaram os TPM a anunciar àquela intenção, numa altura em que a empresa acaba de receber autocarros movidos a gás, justamente para reduzir os custos operacionais.

Falando momentos depois da visita, Luís Chaúque, do gabinete jurídico do MTC, disse que a intenção dos TPM não vai avançar, porque o Governo não recebeu nenhuma proposta sobre a alteração da tarifa e que o ministério já estava a trabalhar para reduzir os custos operacionais daquela empresa com a importação de autocarros a gás, alguns dos quais já a circularem na capital. Acrescentou que a entrada em funcionamento destas viaturas vai reduzir os custos operacionais, por um lado, porque o gás é 50 porcento mais barato em relação aos demais combustíveis e, por outro, por terem sido acautelados os outros aspectos relacionados com a manutenção, desde a importação de peças e formação de técnicos para a assistência. Ademais, segundo Chaúque, a nova tarifa, que deveria entrar vigor nos próximos dias, não tinha sido comunicada a qualquer outra instituição governamental.

Segundo o jornal Notícias, este posicionamento contraria a informação inicial dos TPM que garantia que a sua intenção era do conhecimento do MTC. “A nível do Governo e do MTC não recebemos nenhuma informação, estudo ou alguma proposta sobre o aumento de tarifas dos TPM e, neste momento, estamos a trabalhar para reduzir os custos operacionais da empresa”, sublinhou Chaúque. Acrescentou que a introdução de autocarros a gás foi uma aposta contra os custos elevados, daí que seria uma contradição trabalhar-se na redução dos custos das operações e, ao mesmo tempo, aumentar as tarifas.

Esta manutenção da tarifa de cinco meticais foi igualmente confirmada pelo Director de Tráfego dos TPM, Paulino Manhique, ao dizer que a pretensão tinha sido ditada por estudos que apontam para a necessidade de se alterar a tarifa para adequá-la às demais despesas da empresa. Manhique reconheceu, na ocasião, que nenhum desses estudos ou proposta de alteração de tarifas tinha sido comunicado ao Ministério dos Transportes e Comunicações.

 

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