Escrito por Horácio João Sexta, 17 Junho 2011 09:34
A EXISTÊNCIA de indústrias de processamento de produtos agrícolas é fundamental para o desenvolvimento do país. Por outro lado, constitui uma oportunidade para a criação de postos de trabalho, sobretudo para a juventude, conforme indicou ontem o Chefe do Estado, Armando Guebuza, na localidade de Mangane, distrito de Angónia, no início da presidência aberta que efectua à província de Tete.
Angónia é uma zona potencialmente agrícola, chegando mesmo a produzir para abastecer o mercado nacional. Para os agricultores, a falta de agro-processamento constitui motivo de maior preocupação, pelo facto de se registar o apodrecimento de produtos, especialmente o tomate.
Falando num comício orientado pelo Presidente, os camponeses de Mangane disseram ainda que pela acentuada degradação das vias preferem mesmo vender os cereais no vizinho Malawi em detrimento da segurança alimentar no país. A instalação de represas e sistemas de irrigação também faz parte das inquietações dos produtores de Angónia.
Por isso, Guebuza considerou a reclamação como fundamental, numa altura em que decorre na vila de Ulónguè, sede do distrito de Angónia, a instalação da futura unidade de agro-processamento, cuja empreitada vai ser visitada esta manhã pelo estadista.
Mesmo assim, o Chefe do Estado afirmou que nós estamos a melhorar a nossa vida, mas também queremos ter mais coisas boas. “Aquilo que fazemos precisa de muita persistência para estarmos juntos na batalha contra a pobreza”- exortou.
Para Guebuza, a pobreza está a sofrer grandes golpes em Moçambique, com o aumento de comida, escolas, hospitais, furos de água, emprego, expansão de energia eléctrica e de telefonia móvel.
Encorajou para se continuar a combater a pobreza, tendo referido que “muita gente nos desanima e diz que a pobreza não vai acabar. Essas pessoas não têm paciência. Passam todo tempo a lamentar e não compreendem que estamos a preparar condições. Em vez de estar a discutir por todo o lado deviam vir trabalhar connosco”, disse o Chefe do Estado moçambicano.
Destacou que o povo continua firme na sua acção e tem consciência que ainda não chegou o fim. Apontou que ainda há quem não tem transporte, comida e emprego, mas vamos alcançar a vitória. Guebuza apontou a Unidade Nacional como a força motriz.
Por seu turno, o governador Alberto Vaquina disse que a província está a registar progressos em todas as áreas, com o distrito do Zumbo a colocar-se como entreposto do pescado, numa altura em que está garantida a segurança alimentar, pese embora hajam bolsas de fome, sobretudo nas regiões ribeirinhas do Zambeze, como resultado das inundações que afectaram as culturas naqueles pontos.
Falando numa sessão extraordinária, o governante sublinhou ainda que a comercialização de excedentes agrícolas teve grande avanço, ao mesmo tempo que multiplicou-se a produção de batata-reno, milho e trigo. No entanto, descreveu como grave o conflito Homem/fauna bravia, com o registo, no ano passado, de 62 mortes por ataque de crocodilos, elefantes e hipopótamos, tendo sido abatidos 150 animais problemáticos.
Fonte: Jornal Noticias
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