Actualizado em Sexta, 17 Junho 2011 09:34 Escrito por Jornal Noticias Sexta, 17 Junho 2011 09:19
O Banco de Moçambique vai colocar no mercado, ainda este ano, uma nova série de notas do metical, as quais responderão aos padrões de qualidade, segurança e fácil identificação, incluindo por deficientes visuais. Dados avançados ontem, em Maputo, no quadro das celebrações do 16 de Junho, Dia do Metical, o Governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, anunciou também a alteração do substrato das notas de 20, 50 e 100 meticais.
A escolha destas denominações, segundo Gove, resulta do facto de serem as de maior rotação e expostas, por conseguinte, a relativamente maior desgaste, tendo em conta o valor aquisitivo da maioria da população moçambicana.
Explicou que, após um estudo especializado efectuado, a opção para o reforço da consistência das notas foi de substituição do substrato de papel pelo polímero, que é um material sintético, particularmente ajustado a climas húmidos, actualmente em uso em mais de trinta países, entre os quais a Zâmbia, Nigéria, Austrália, Chile, Paraguai, Honduras, Singapura, Malásia e México, prevendo-se para este ano ainda a sua introdução também no Canadá.
Ernesto Gove indicou que, com a adopção deste tipo de substrato, espera-se reduzir significativamente os custos em que o país incorre com a reposição do dinheiro degradado, permitindo ao Banco Central cumprir com o seu dever legal de fornecer ao público, nas melhores condições de segurança e comodidade, notas de boa qualidade e dificilmente imitáveis.
Actualmente estima-se que de cinco em cinco anos o Banco de Moçambique gasta em divisas, entre oito e dez milhões de dólares na substituição de notas do Metical danificadas, sobretudo as de 50 e 100 meticais, que são as que mais circulam no mercado. Relativamente às notas de 200, 500, e 1000 meticais elas mantêm o seu substrato de papel, tendo sido, porém, introduzidos melhoramentos nos elementos de segurança.
“Entretanto, gostaria de chamar a vossa especial atenção para o facto de que permanecem os motivos das notas do Metical da terceira família, mantendo-se, assim, presente a expressão dos referidos valores do nosso património histórico, cultural, económico e faunístico”, indicou.
Ernesto Gove sublinhou, no entanto, que a entrada em circulação das notas melhoradas não significa a introdução de uma nova família, nem implicará a retirada das notas actualmente em circulação.
“Haverá, portanto, uma circulação simultânea, período durante o qual teremos um processo gradual de introdução das notas melhoradas, que o público obterá normalmente nas transacções comerciais e bancárias, não havendo, por isso, lugar a postos de troca”, referiu a fonte.
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