Escrito por Jornal Noticias Terça, 14 Junho 2011 12:20
O Presidente da Republica Armando Guebuza deplorou as dimensões dos talhões destinados a erguer as futuras casas dos docentes da nova Escola Técnica-Profissional de Chigodola, na província de Manica e, de imediato, ordenou que fosse revista e ampliada a área escolhida para permitir que os professores e suas famílias tenham alojamento condigno. Falando no decurso da visita ao empreendimento, orçado em 200 milhões de meticais, destinado à formação dos combatentes e seus descendentes, o Chefe do Estado disse ser necessário capitalizar o princípio de que as famílias devem viver em ambiente de comodidade.
Sendo Chigodola uma zona rural, defendeu não se justificarem talhões com uma área de 20 por 25 metros, como são os que foram demarcados para acomodar as residências dos docentes.
Pelo facto de os ocupantes dos referidos imóveis serem jovens, com famílias ainda em constituição, podendo gerar mais filhos, Guebuza disse não entender a razão que estará por detrás da opção por terrenos apertados, onde não vai ser possível fazer uma horta, um jardim, plantar uma árvore de sombra ou de fruta ou ainda construir uma capoeira.
Para o Presidente, onde não há problemas de espaço, sobretudo no campo, os talhões devem ser espaçosos, com um mínimo de 50 por 50 metros de área para permitir que os residentes possam viver nesses terrenos em ambiente de conforto. Prevê-se a construção, em Chigodola, de pelo menos 14 casas para os docentes e direcção da escola.
Ainda em Chigodola, Guebuza apelou aos moçambicanos para continuarem a desenvolver esforços de aumentar as diversas infra-estruras de valor determinante de combate à pobreza que grassa o país.
“A pobreza não acabará por si só, mas só com todos os moçambicanos unidos é que vamos vencê-la. E, para isso, cada um de nós deve continuar a fazer a sua parte para reduzir os problemas que ainda enfrentamos”, disse.
O Chefe do Estado explicou na ocasião que a pobreza não significa necessariamente que com os recursos de que o país dispõe não se pode fazer melhor, como, por exemplo, produzir comida, fruta, milho, construir uma casa melhor, entre outras coisas de que ainda sentimos muita falta.
Durante o comício os habitantes de Chigodola colocaram ao Presidente, entre outras preocupações, a questão da falta de água e o problema das longas distâncias que as futuras mães ainda percorrem para encontrar uma maternidade. Há situações em que as parturientes têm de percorrer cerca de 12 quilómetros para alcançar uma unidade sanitária.
Reagindo a estas e outras preocupações, o Presidente disse ser necessário que todos tenham a consciência de que cada um tem de fazer a sua parte e deve ser muito bem feita, sem preguiça ou maldade.
“Cada um de nós deve se questionar qual é a parte que eu fiz para vencer a pobreza, a começar pela minha pobreza”, disse.
Um outro tema pouco comum nas presidências abertas foi levantado pelos músicos de Manica que se queixaram do problema da pirataria de que têm sido alvo as suas obras, fenómeno que nos tempos que correm tende a ganhar contornos alarmantes. Para esta questão específica, Guebuza condenou a prática, sustentando que a pirataria prejudica, em grande medida, a nossa cultura, tendo por isso apelado ao envolvimento de toda a sociedade no combate a este mal, em estrita observância à legislação vigente.
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