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MINED pode mandar fechar Unversidade Mussa Bin Bique

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MINED pode mandar fechar Unversidade Mussa Bin Bique

CASO prevaleçam as irregularidades que se traduzem nas disputas de direcção que se arrastam há meses na Universidade Mussa Bin Bique, em Nampula, o Ministério da Educação diz que não restará outra saída senão encerrá-la por estar a ser um mau exemplo e a minar o ambiente ao nível das instituições de ensino superior no país.
Tal posição foi assumida pelo Ministro da Educação, Zeferino Martins, em conferência de Imprensa ontem, na capital, Na ocasião, Zeferino Martins deu um prazo de 15 dias, findo o qual se as anomalias persistirem ver-se-á forçado a mandar fechar as portas daquele estabelecimento de ensino superior.

Para se ocupar deste problema e perceber todos os seus contornos, o titular da pasta de Educação reuniu-se na manhã de ontem com as duas alas desavindas que neste momento lutam pela posse da instituição. Depois de ouvidas as partes em conflito, o MINED apresentou alguns cenários possíveis para a busca da solução.

O primeiro aponta para a urgência de as duas alas se organizarem para que se ultrapassem as diferenças e se constitua uma única direcção e que avalia a pertinência de se continuar a abrir novas delegações pelo país. Esta saída é vista pelo MINED como a mais coerente e que não venha a prejudicar os estudantes e ao próprio empreendimento. Caso esta não reúna consenso das partes, a segunda proposta avançada diz respeito a necessidade de as partes se dissociarem e criarem duas universidades distintas.

“Embora este segundo cenário não seja o mais recomendável, para nós como Ministério da Educação, as partes terão que equacioná-lo. Se as duas primeiras propostas não interessarem a nenhuma das alas e dado o comportamento de insubordinação ainda persistente e que, de certa forma, tem estado a criar instabilidade ao nível do ensino superior, não nos restará outra saída senão encerrar as portas da universidade. Não é isso que se almeja, mas será a medida extrema para pôr fim a uma situação que eles próprios não conseguem sanar” – explicou Martins.

Criada pelo Centro de Educação Islâmica, de uns tempos a esta parte os membros deste órgão tem estado em desavenças que afectam a liderança e o funcionamento da Universidade Mussa Bin Bique. A ala que se intitula de fundadora da universidade recusa-se a reconhecer as delegações que vão sendo criadas pela outra que ainda detêm algum controlo da instituição.

A instituição tem representações em Maputo, Quelimane, Pebane, Mocuba, Pemba, Niassa e Inhambane. Só que esta correria pela expansão não está a ser acompanhada pela necessária legalização, dai que algumas delas são ilegais, sendo por isso que a Mussa Bin Bique já foi notificada para sanar as anomalias.

“A Universidade Mussa Bin Bique é legal, mas algumas das suas representações não. Estamos a trabalhar não só para que estas sejam regularizadas, como outras tantas que são abertas sem a devida autorização. Por isto tudo, apelamos aos cidadãos para não se inscreverem em instituições que nem sequer sabem se elas existem ou não. A procura desenfreada por cursos de licenciatura tem estado a apanhar distraídas algumas pessoas, dai que alertamos para que se mantenham vigilantes.” – advertiu o Ministro sem, no entanto, avançar com o número de instituições encontradas em situação ilegal e que já foram avisadas para regularizarem a sua situação.

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