Problemas ambientais: Matola declina oferta de fábricas de cimento



Escrito por jornal noticias
Quarta, 25 Maio 2011 06:43

O MUNICÍPIO da Matola, na província do Maputo, acaba de indeferir pedidos de instalação de cinco novas fábricas de cimento, por considerar que o seu funcionamento pode originar problemas ambientais demasiados e difíceis de gerir para o tamanho do seu território. As solicitações deram entrada no espaço de noventa dias e todas elas foram reorientadas para outras zonas da província.
O Presidente do Conselho Municipal da Matola, Arão Nhancale, diz que se trata de mais um sinal do interesse que o sector empresarial, nacional e estrangeiro tem em investir naquele território, cujo potencial de crescimento económico é favorecido pela sua proximidade à maioria das instituições financeiras e não financeiras do Estado e de grandes empresas e fornecedoras de serviços.
Pesa igualmente a proximidade com o Porto do Maputo, bem como o facto de a Matola ser atravessada pelo “Corredor do Maputo”, cujas margens se tornaram pontos estratégicos para a localização de projectos de investimento.
Aliás, segundo Nhancale, 80 porcento do total de pedidos de instalação de projectos no território municipal que deram entrada nos últimos dois anos foram acompanhados de manifestações de interesse para que os mesmos sejam instalados em espaços junto à estrada Maputo/Witbank (N4), um dos componentes do “Corredor do Maputo”.
“A Matola está clara sobre o que deve ser feito em cada palmo do seu território. Tudo isso está definido no Plano de Estrutura Urbana recentemente aprovado pela Assembleia Municipal. Aprovámos um programa de gestão ambiental porque consideramos fundamental que o nosso desenvolvimento tenha suporte em boas práticas de gestão da natureza. Ainda assim temos inúmeros casos de ocupações indevidas de espaços por parte de cidadãos, os quais temos estado a resolver com recurso ao diálogo”, disse.
Presentemente, de acordo com o edil da Matola, aquele município conta com 500 estabelecimentos económicos de diversos ramos, nomeadamente a agro-indústria, metalo-mecânica, materiais de construção, indústria de alimentos e bebidas, químicos e tintas.
De acordo com Arão Nhancale, o sector industrial é dominado por empreendimentos de grande dimensão, cuja contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou de 10,6 porcento em 2000, para 12,7 porcento em 2007, reflexo da entrada de novos investimentos e da reabilitação do parque industrial.
Com efeito, cerca de 28 porcento das empresas do país localiza-se na cidade da Matola, assegurando emprego a um universo de 222.448 trabalhadores, que representam 46,8 porcento do total de trabalhadores em Moçambique.
Paralelamente, segundo Nhancale, nos últimos quatro anos o número de habitantes da Matola cresceu em cerca de 50 porcento para os actuais 796.230 habitantes, cerca de 60 porcento da população da província do Maputo.
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