Sarampo e mortalidade infantil: Expectativa é vacinar perto de quatro milhões



Escrito por jornal noticias
Terça, 24 Maio 2011 06:48

Sarampo e mortalidade infantil: Expectativa é vacinar perto de quatro milhões
MOÇAMBIQUE continua a registar baixas taxas de cobertura vacinal nalgumas regiões, o que não deixa sossegadas as autoridades governamentais que são apologistas da intensificação de mais campanhas para a redução da mortalidade infantil. Vai daí que o Primeiro-Ministro, Aires Ali, que fez estas declarações, liderou ontem, em Maputo, a abertura da presente campanhia nacional de vacinação.
Ligado a isto, o governante disse ser oportuna a realização desta acção e manter-se a vigilância, uma vez que para além de problemas internos há ainda interferência externa na propagação de algumas doenças endémicas. A título de exemplo, Aires Ali lembrou o facto de em 2009-2010 vários países da região austral de África, entre os quais Moçambique, terem registado surtos de sarampo.
A importância das vacinações tem revelado, apesar das insuficiências de cobertura, alguns resultados encorajadores. Por exemplo, em 2003, 28 mil crianças tiveram sarampo, cifra que decresceu para 357, em 2010. A taxa de mortalidade também conheceu uma redução de 135 para 92 por mil nados vivos de 1997 a 2008.
O Primeiro-Ministro destacou, na ocasião, o apoio de parceiros de cooperação que, juntamente com o Ministério da Saúde, suportam as campanhas que o país tem levado a cabo, com destaque para a Organização Mundial da Saúde, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, a Hellen Keller internacional e outros que têm dado o seu contributo.
Dirigindo-se à pequenada, acompanhada de alguns pais e encarregados de educação, Aires Ali explicou a importância da vacinação para o crescimento são e a garantia de saúde para as gerações vindouras, num acto que contou ainda com a presença da Governadora da província do Maputo, Maria Jonas, o Presidente do Munícipio da Matola, Arão Nhacale, a Vice-Ministra da Saúde, Nazira Abdula, representantes do Corpo Diplomático e de agências das Nações Unidas.
Jesper Morche, representante do UNICEF, elogiou os números até aqui alcançados que, para ele, são o resultado de um esforço conjunto, sobretudo na contenção do surto, numa altura em que alguns distritos de países vizinhos que fazem fronteira com Moçambique estavam a ser assolados.
“Apesar destes ganhos, as crianças que vivem em áreas urbanas têm maior probabilidade de serem vacinadas do que nas áreas rurais. 55 porcento das crianças de 12-23 meses em áreas rurais receberam todas as vacinas, em comparação com 74 porcento das que vivem em áreas urbanas”, disse.
Para o representante interino da OMS, Prosper Tumusiime, as campanhas de vacinação são uma efectiva iniciativa de travar a mortalidade infantil, da qual o sarampo é o principal responsável. Assim, ao ajudar a alcançar o maior número possível de crianças complementar-se-á, desta forma, as actividades de rotina, no campo do programa de vacinação.
Paulo Comiche Júnior foi o primeiro bebé vacinado no acto de lançamento da primeira fase da Semana Nacional de Saúde, no círculo de São Dâmaso, na província do Maputo. Assim, até ao dia 27 do corrente mês, à escala nacional, todas as crianças com idades compreendidas entre seis meses e cinco anos de vida serão submetidas à vacinação contra o sarampo, suplementação da vitamina A e desparasitação com Mebendazol.
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