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Paragem única: Melhora atendimento em Ressano Garcia

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Paragem única: Melhora atendimento em Ressano Garcia

O ATENDIMENTO de viajantes na fronteira de Ressano Garcia tende a melhorar à medida que novas facilidades são introduzidas ao abrigo do projecto de paragem única, cujo funcionamento vem sendo adiado desde meados do ano passado por razões logísticas.
A última quadra pascal, último ensaio integrado do sistema, provou que a operação da fronteira única é um que exige uma maior eficácia na coordenação e disponibilidade de recursos humanos e materiais, segundo avaliação do Comité de Controle Operacional divulgada pela Maputo Corridor Logistics Initiative (MCLI).

De acordo com a fonte, apesar das limitações impostas pela logística, o comité reporta avanços na qualidade de atendimento dos viajantes que cruzaram a fronteira nos dias de Páscoa, altura em que se fez mais um ensaio de utilização das facilidades que estão a ser criadas ao abrigo do projecto de fronteira de paragem única.

Com efeito, o movimento fronteiriço global registou um aumento de 11,6 porcento comparativamente a igual período de 2010, tendo sido atendidos 308.600 viajantes este ano, contra cerca de 272.700 atendidos em 2010.

Os dias mais movimentados foram 22 de Abril e 2 de Maio, quando cerca de 22.200 e 16 mil passageiros, respectivamente, foram atendidos naquele posto de travessia para um e para outro lado da fronteira comum.

Perante a avalancha de gente, sobretudo nos dias de pico, a fonte refere que as autoridades de ambos países ​​tiveram de encontrar novas e inovadoras maneiras de atendimento de forma a garantir uma melhor qualidade na prestação de serviços, considerando que em períodos do género tanto aumenta o movimento comercial, como cresce o tráfego de pessoas que atravessam para um e para outro lado da fronteira.

Segundo a fonte, a decisão dos governos de Moçambique e da África do Sul de avançar com a instalação de uma fronteira de paragem única teve como fundamento o objectivo de acelerar o desenvolvimento regional através da promoção e facilitação do comércio, considerados essenciais ao crescimento individual e colectivo das economias dos países, alívio da pobreza e criação de emprego.

Outros objectivos que nortearam a iniciativa são melhoria da eficácia dos serviços, modernização das infra-estruturas e reforço das oportunidades de interacção entre os sectores público e privado.

A instalação de uma fronteira com paragem única é orçada em 130 milhões de dólares norte-americanos, dos quais o Governo sul-africano já se comprometeu a desembolsar 100 milhões, cabendo a Moçambique a cobertura do remanescente.

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