Água e saneamento recebem mais fundos



Escrito por jornal noticias
Quinta, 19 Maio 2011 07:26

Água e saneamento recebem mais fundos
A AUSTRÁLIA acaba de contribuir com 17,25 milhões de dólares australianos para um projecto de água e saneamento nas províncias do Maputo, Nampula e Cabo Delgado, soube o “Notícias” de Neil Mules, enviado especial da Primeira-Ministra daquele país, Julia Gillard. Segundo a fonte, tanto este como outros projectos apoiados pelo seu país estão alinhados com as prioridades de desenvolvimento definidas pelo Governo.
O valor, a ser canalizado através do Banco Mundial, será aplicado no melhoramento de infra-estruturas e capacitação das instituições administrativas envolvidas na gestão dos sistemas, bem como no apoio às organizações não-governamentais locais que trabalham no sector.
Neil Mules, que se encontra desde ontem em Maputo para contactos com as autoridades moçambicanas, disse que o projecto em causa foi desenhado para os distritos da Ilha de Moçambique, em Nampula, e Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, bem como alguns bairros residenciais da cidade do Maputo.
A vontade é também estimular o envolvimento do sector privado em projectos de água e saneamento, na perspectiva de melhorar a disponibilidade daqueles serviços, sobretudo nos centros urbanos.
Moçambique é um dos países que aprovaram projectos no âmbito do African Water Facility - uma iniciativa do Conselho de Ministros da União Africana responsável pelo sector de águas – para a qual o Governo australiano contribuiu com cerca de cinco milhões de dólares para o biénio 2009-2010. O nosso país é igualmente um dos doze países beneficiários do programa regional de água e saneamento para África do Banco Mundial, que conta igualmente com o apoio da Austrália.
Paralelamente, segundo a nossa fonte, aquele país anunciou um fundo adicional de noventa milhões de dólares australianos de apoio a programas de desenvolvimento em África, no quadro de uma viragem na sua estratégia de cooperação global, que agora prevê uma atenção particular aos países africanos de expressão portuguesa.
Do rol de áreas de cooperação com o nosso país, o enviado especial de Julia Gillard referiu-se ao programa de apoio à segurança alimentar em curso na província de Manica, uma iniciativa que recebeu 20 milhões de dólares para um período de quatro anos, valor a ser usado em acções de investigação visando o melhoramento das culturas de milho e leguminosas, usando variedades resistentes à seca.
O diplomata australiano, que se faz acompanhar da alta-comissária daquele país para Moçambique com residência em Pretória, manteve encontros com o Primeiro-Ministro, Aires Ali, com quem discutiu aspectos específicos da cooperação política entre os dois países, com enfoque para a participação de Moçambique na próxima Cimeira da Commonwealth a ter lugar ainda este ano na cidade de Perth.
Sobre este assunto, a delegação australiana também se reuniu com o Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Balói.
Segundo ele, o facto de o nosso país ser o único Estado membro da Commonwealth (comunidade de países falantes da língua inglesa) confere-lhe um estatuto especial no contexto das relações multilaterais, considerando o interesse que a Austrália tem de desenvolver as suas relações com os países de expressão portuguesa.
Ontem, Neil Mules foi recebido pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, com quem abordou questões sobre as prioridades de Moçambique na cooperação com a Austrália, na base do que o visitante deverá produzir um relatório que será levado à consideração do Governo do seu país.
Hoje a delegação visitante será recebida pela Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, estando ainda previsto um encontro com um grupo de 18 bolseiros que deverão partir nos próximos dias para a Austrália, a coberto de um programa de bolsas financiado pelo Governo daquele país.
Comentar
- Os comentários publicados no “site” são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores.
- Ao comentar declara que todos os conteúdos por si enviados não infringem direito de terceiros e assume ser o único e exclusivo responsável por eventual prejuízo causado a terceiros.
- O conteúdos dos comentários não exprimem de forma alguma a opinião do Zambézia Online e muito menos a manutenção de tais conteúdos no “site” poderá ser considerada como uma concordância do Zambézia Online com relação a tais conteúdos.