PARA 2011: Orçamento aumenta



Escrito por jornal noticias
Terça, 17 Maio 2011 06:21

PARA 2011: Orçamento aumenta
O ORÇAMENTO do Estado do corrente ano deverá registar um aumento de 9,4 biliões de meticais e as despesas do Governo vão subir de 132,4 biliões para 141,8 biliões de meticais, indica a proposta da revisão orçamental ontem aprovada pela Assembleia da República.
O Primeiro-Ministro, Aires Ali, que apresentou a proposta ao Parlamento, anunciou o reforço do pacote de medidas tendentes a mitigar o agravamento da carestia de vida da população mais vulnerável, como consequência da subida dos preços dos produtos e serviços essenciais.
“Assim, a revisão orçamental contempla, de entre outras, a compensação às gasolineiras pelos prejuízos acumulados em 2010, no montante de 110 milhões de dólares, o equivalente a 3619,0 milhões de meticais”, disse o governante.
A revisão orçamental aprovada por força do voto maioritário da Frelimo, com votos contra das bancadas da Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), prevê também a atribuição do subsídio de cesta básica no valor de 335,6 milhões de meticais, bem como o subsídio ao transportado (utente) no valor de 200 milhões de meticais.
“Em face do exposto, torna-se necessário proceder à revisão da lei orçamental de 2011, passando a meta das receitas do Estado para 79.158 milhões de meticais e o limite das despesas para 141.757 milhões de meticais”, disse o Primeiro-Ministro.
O Governo justifica a sua proposta pelo facto de o orçamento deste ano ter sido aprovado num ambiente macroeconómico caracterizado por condições adversas, fundamentalmente pela subida de preços de alimentos, dos combustíveis e pelo efeito da crise financeira internacional.
Todavia, Aires Ali anunciou um incremento de 0,2 porcento na taxa real de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em relação às previsões iniciais, passando de 375 milhões de meticais para 379 milhões de meticais.
“Concorreram para este aumento o desempenho sectorial positivo esperado para 2011, com destaque para os sectores de serviços financeiros, construção, transportes e comunicações, agropecuária e silvicultura e indústria extractiva”.
fonte: jornal noticias
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